Cacau sobe para novo máximo desde janeiro

O portal Trading Economics atribui a trajetória de alta à cobertura de posições curtas e à preocupação com o fornecimento devido às condições climáticas.
Cacau sobe para novo máximo desde janeiro
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O preço do cacau nos mercados de futuros está esta quinta feira novamente acima de 5.000 dólares/tonelada (4.339 euros/t), "o nível mais alto desde janeiro", segundo o portal Trading Economics.

O portal atribui a trajetória de alta à cobertura de posições curtas e à preocupação com o fornecimento devido às condições climáticas.

O cacau iniciou 2026 a cerca de 6.000 dólares/t e fechou o mês de janeiro a cerca de 4.100 dólares/t.

Após uma evolução em baixa, a meio de maio subiu para um máximo próximo de 4.700 dólares/t, para depois descer e voltar a subir em meados de junho.

Hoje, o cacau está a cotar-se a cerca de 5.080 dólares/t (4.469 euros/t), ainda longe do preço máximo que alcançou em abril de 2025, quando disparou para mais de 12.000 dólares/t.

Analistas do Trading Economics citados pela Efe afirmaram que os operadores continuam a monitorizar o final da colheita de meio de temporada na África Ocidental, ao mesmo tempo que observam a colheita principal de setembro "no meio dos crescentes riscos do El Niño".

Indicaram que os agricultores do principal país produtor mundial, a Costa do Marfim, expressaram a sua preocupação com o facto de que as recentes chuvas, superiores à média nas principais zonas produtoras, possam provocar inundações, uma maior incidência de doenças e uma menor qualidade do grão de cacau durante a reta final da colheita de meio de temporada.

Embora a chuva seja essencial para o desenvolvimento da cultura, o excesso de humidade pode favorecer as doenças fúngicas e a atividade de pragas, particularmente durante a etapa crítica de formação e maturação da vagem de cacau", detalharam.

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Preço do cacau cai por excesso de produção e menor procura
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