

O preço do petróleo bruto está a recuar para o valor mais baixo das últimas três semanas.
Pelas 15h20 desta terça-feira, 29 de setembro, os futuros do barril de Brent crude recua 1,31% na sessão e fica-se pelos 96,55 dólares. É o preço mais baixo desde dia 7 de setembro. Em causa está a situação no estreito de Ormuz, que continua a ser o principal foco dos investidores.
Estes são os contratos futuros assinados pelas empresas do setor para compra e venda de petróleo, que depois é refinado antes de chegar aos postos de abastecimento e outros pontos de distribuição. Todo este processo forma o preço final.
A supressão do transporte de petróleo e gás naquela área do Golfo Pérsico está na origem dos preços altos que se registam ao longo dos últimos meses, sobretudo nos produtos petrolíferos. Ora, com os mercados mais otimistas, os preços estão a baixar.
Na base está a ideia de que há avanços nas negociações entre os EUA e o Irão, tendo em vista a reabertura do estreito, está a criar entre os investidores a crença de que se aproximam boas notícias. Tal significaria um aumento da oferta disponível no mercado e, assim sendo, gera-se uma redução da especulação.
Apesar de algum ânimo, importa lembrar que a guerra, que dura desde o final de fevereiro, já provocou inúmeros avanços e recuos nos mercados financeiros internacionais. Entre estes, surgem invariavelmente os futuros de petróleo.
Não é, por isso, uma certeza que os preços continuem a baixar, nem sequer no futuro próximo. Certo é que a especulação em torno do estreito de Ormuz e, sobretudo, decisões públicas no mesmo âmbito, terão impacto imediato na procura e na oferta existentes, provocando subidas ou descidas de preço.