Petróleo dispara 13% e supera 105 dólares com a guerra a aquecer no Médio Oriente

As bolsas registam quedas que chegam a superar 2%. O barril dispara, a beneficiar da enorme procura de investidores. Na origem estão as tensões decorrentes do conflito, que afeta severamente o setor.
Petróleo dispara 13% e supera 105 dólares com a guerra a aquecer no Médio Oriente
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O preço do barril de petróleo está a disparar. A guerra do Médio Oriente subiu de tom durante o fim de semana, o que explica a reação dos investidores, com a procura por contratos de petróleo a subir em flecha.

O barril de Brent está a subir 13,44% até aos 105,15 dólares, perto das 9h23 da manhã desta segunda-feira, dia 9 de março. Este ativo é negociado na bolsa de Londres e é a referência europeia para os contratos futuros de petróleo.

Em simultâneo, o WTI (equivalente na bolsa de Nova Iorque) adianta-se 12,2% para 101,99 dólares por barril.

De resto, registe-se, durante esta madrugada o barril de Brent chegou a superar os 118 dólares.

A guerra afeta de forma severa o setor petrolífero, desde logo pelo encerramento do estreito de Ormuz na semana passada, por onde passa 20% do petróleo comercializado em todo o mundo. Outro fator de enorme impacto é a destruição de instalações da mesma indústria, não apenas no Irão, como em países vizinhos.

Gás natural sobe ainda mais

Os contratos de TTF a referência nos mercados europeus para os contratos futuros de gás natural. Estão a subir 17,75% e atingem os 62.860 euros. De resto, também estas negociações acompanham os registos da semana passada, quando também se registaram incrementos expressivos.

Em causa está, igualmente, a destruição de instalações do setor energético. No caso, as que estão ligadas à produção gás natural, tanto no Irão como noutros países do Médio Oriente.

Bolsas europeias tombam e ouro acompanha

Os investidores continuam cada vez mais céticos em investir nas bolsas europeias, numa tendência que já vem da semana passada e que está também ligada aos efeitos causados pela guerra.

Entre as principais praças europeias, os índices de referência negoceiam com perdas agressivas, na ordem de 2,08% no CAC 40 (França), 1,97% no FTSE MIB (Itália), 1,88% no IBEX 35 (Espanha), 1,71% no DAX (Alemanha) e 1,35% no FTSE 100 (Reino Unido).

Acrescem recuos de 1,71% no Euro Stoxx 600 e 2,17% no Euro Stoxx 50, ambos índices que agregam cotadas de múltiplos países europeus.

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