

O histórico IPO da SpaceX ficou marcado por um disparo na avaliação de mercado, que fez de Elon Musk o primeiro bilionário da história (ou trillionaire, na nomenclatura americana).
A empresa que fabrica e lança para o espaço naves espaciais estreou-se em bolsa na sexta-feira e fez história em vários aspetos. Se, por um lado, esta já seria a Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) mais valiosa da história, a empresa entrou diretamente para o lote das 'Sete Magníficas', que agora são oito. Isto porque superou a capitalização de mercado (market cap, em inglês) da Tesla, também esta detida por Elon Musk.
A empresa valorizou perto de 330 mil milhões de dólares face ao valor oficial do IPO. É que este foi estabelecido em 1,77 biliões e o valor ao final do dia marcava 2,1 biliões em market cap. Assim sendo, a SpaceX conseguiu atrair 75 mil milhões de dólares.
Agora cotada em Wall Street (bolsa de valores de Nova Iorque), a SpaceX disparou 19,22% na sessão de sexta-feira. As ações terminaram o dia nos 160,95 dólares, depois de chegarem a atingir os 176,52 dólares durante a sessão.
Neste contexto, o fecho de Wall Street na última sessão da semana fez elevar a avaliação do património líquido de Elon Musk para 1,1 bilião de dólares. Um número que torna o homem mais rico do mundo ainda mais rico.
Posteriormente, em pós-mercado, as ações viriam a valorizar 3,60% até às 20 horas deste domingo, pelo que alcançaram 166,75 dólares.
No início deste ano o empresário optou por fundir a SpaceX e a xAI. Esta última é a empresa dedicada à Inteligência Artificial e que detém o Grok, modelo de IA disponível para usar através da rede social X, também esta detida pelo próprio.
Olhando para trás, os dados financeiros da SpaceX mostram um aumento de 15% nas receitas do primeiro trimestre, para 4,69 mil milhões de dólares. Antes, em 2025, o mesmo indicador atingiu 18,7 mil milhões.
No que diz respeito ao resultado líquido, foi negativo em 4,28 mil milhões de dólares no primeiro trimestre, após uma perda na ordem de 4,94 mil milhões no ano passado. Todos estes números foram divulgados já este ano, no âmbito dos passos dados pela empresa com a finalidade de entrar na bolsa.
Recorde-se que 2026 poderá ser o grande ano de operações como esta. É que, depois da SpaceX, seguem-se a OpenAI (dona do ChatGPT) e a Anthropic (dona do Claude). Ambas já comunicaram que apresentaram ao regulador (a SEC) a intenção de entrarem em Wall Street.