

A bolsa de Nova Iorque atingiu máximos históricos em maio. Aquele mês prolongou a recuperação registada em abril à escala internacional, com as bolsas europeias a ganharem de forma menos expressiva e as congéneres asiáticas em terreno misto.
Estas são algumas das principais conclusões da análise relativa ao mês de maio, feita pela Maxyield, associação de pequenos investidores em empresas cotadas na bolsa.
Começando por Lisboa, o PSI perdeu 2,9%, ao terminar o mês de maio nos 9.076,5 pontos. Na origem estão correções nas cotadas que distribuíram dividendos, a par de resultados empresariais pouco animadores.
Olhando aos fatores externos, a performance negativa nos setores energético e petrolífero (peso de 45% no índice), em linha com os pares internacionais, castigaram o sentimento. Na mesma ótica surge a guerra no Médio Oriente e a earnings season de sucesso nos EUA e, de forma menos significativa, na Europa.
Posto isto, o PSI subiu 9,8% desde o início do ano até final de maio.
Olhando aos mercados externos, o índice MSCI World, que permite exposição ao mercado acionista global, subiu 4,4% em maio e 9,8% desde o encerramento de 31 de dezembro de 2025. Significa isto que superou, em larga medida, o comportamento das praças europeias.
EUA vão mais além
A bolsa de Wall Street registou uma performance muito acima dos pares europeus, que inclusive contribuiu em grande medida para o crescimento já mencionado do mercado global.
A earnings season acima das restantes praças e a perceção de resiliência empresarial face ao conflito que opõe EUA e Irão permitiu novos máximos. O S&P 500 cresceu 5,1% em maio e 10,7% desde o início do ano (YTD, na sigla em inglês).
Simultaneamente, o índice tecnológico Nasdaq avançou 8,4% no último mês e 16,1% face ao fecho de 2025.
Europa fica a meio caminho
Os mercados de capitais europeus ficaram-se por subidas mais leves, em função de resultados empresariais menos animadores do que aqueles que se registaram nos EUA, ainda que tenham ficado acima das expetativas, numa análise geral.
O benchmark Euro Stoxx 600 avançou 2,4% em maio e 5,7% desde o início do ano, pelo que ficou abaixo não apenas de Wall Street, como de alguns mercados asiáticos. Em simultâneo, os índices de referência das bolsas de Frankfurt (DAX), Londres (FTSE 100) e Paris (CAC 40) ficaram aquém daquele índice, que junta 600 cotadas europeias.
Bolsas asiáticas sem sentimento definido
Em maio, Índia e China registaram subidas, ao passo que Coreia do Sul, Japão e Austrália ficaram no 'vermelho', nos índices de referência. Em simultâneo, a variação em 2026 aponta para descidas na Índia e Hong Kong, contrariada por performances positivas nos restantes.