

O turismo de cruzeiro foi a opção de férias de 80 mil portugueses em 2025, número que traduz um crescimento de 7,3% face a 2024, revela a Cruise Lines International Association (Clia), associação comercial da indústria de cruzeiros a nível global.
Os portugueses escolheram destinos como o Mediterrâneo e Caraíbas/ Bahamas/Bermudas. O passageiro português tem, em média, 48 anos e realiza cruzeiros com oito dias de duração, diz a Clia em comunicado.
Segundo os dados da associação, o turismo de cruzeiros em Portugal tem um impacto económico de 940 milhões de euros, contribuindo com 410 milhões para o Produto Interno Bruto (PIB) e gerando 9800 postos de trabalho.
O comunicado avança ainda que as compras das companhias de cruzeiros em Portugal constituíram a maior parte da contribuição do setor para o PIB, atingindo 174 milhões de euros.
Os passageiros e tripulações gastaram cerca de 150 milhões de euros em Portugal, em compras em negócios locais.
De acordo com a Clia, a procura por férias de cruzeiro na Europa continua a aumentar, tendo captado nove milhões de pessoas no ano passado, destino apenas superado pelo Caribe. O Mediterrâneo continua a ser a escolha mais popular para os viajantes europeus, representando cerca de 45% da procura.
Este dinamismo do produto, tem impulsionado o setor a investir na frota e operações. Este ano, os membros da Clia contam receber oito novos navios, que representam 6,6 mil milhões de dólares (mais de 5,6 mil milhões de euros) de investimento, e as encomendas previstas até 2037 incluem mais de 60 navios, o equivalente a 71 mil milhões de dólares.
Em 2024, a indústria de cruzeiros foi responsável por 445 mil empregos na Europa e contribuiu com 64,1 mil milhões de euros para a economia europeia, afirma a Clia. Deste total, 28 mil milhões contribuíram diretamente para o PIB europeu.