Saúde: Setor privado concentra 75% das 1440 queixas registadas no primeiro trimestre do ano

A qualidade no atendimento clínico e questões financeiras e de cobrança são as principais queixas dos utentes do setor privado.
Pediatria e obstetrícia são as especialidades que geram mais reclamações
Pediatria e obstetrícia são as especialidades que geram mais reclamações Foto: Maria João Gala/Global Imagens
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O Portal da Queixa registou 1440 reclamações entre janeiro e março deste ano, um crescimento de 8% face ao mesmo período de 2025. O setor privado concentrou 75,5% das reclamações (1087 ocorrências), um aumento de 18,93%, enquanto o setor público apresentou uma redução de 15,5%, com 353 reclamações.

Segundo o Barómetro Trimestral do Estado da Saúde em Portugal, desenvolvido pela Consumers Trust Labs, com base nos dados do Portal da Queixa, por ocasião do Dia Mundial da Saúde, que se assinala esta terça-feira, 7 de abril, a qualidade do atendimento clínico no setor privado mantém-se como o principal motivo de reclamação (39%).

O barómetro destaca também o aumento das queixas relativas a questões financeiras e de cobrança (24,62%) nas instituições privadas.

Em comunicado, é referido que "os dados indicam que o setor privado enfrenta uma crescente pressão operacional e reputacional, assumindo cada vez mais o papel de alternativa ao Serviço Nacional de Saúde (SNS)". No entanto, "esta procura acrescida está a expor fragilidades, sobretudo ao nível da transparência e da capacidade de resposta", diz.

No setor público, a qualidade do atendimento clínico representa 56,8% das queixas. A análise dos dados do portal conclui que "os problemas mais críticos continuam centrados na prestação de cuidados essenciais, com inúmeras situações que reportam falhas na prestação desses serviços ou acompanhamento insuficiente".

As urgências permanecem como um dos principais focos de tensão, representando 17,3% das reclamações. A especialidade de Obstetrícia lidera (29,8%), seguida da Pediatria (10,5%).

As mulheres foram as que apresentaram mais queixas: 67,4% no setor privado têm mão feminina e 59,4% no público. A faixa etária entre os 35 e os 44 anos destaca-se como a mais ativa.

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