O cultivo da estabilidade profissional para uma empresa feita de funcionários estáveis e felizes

Sabia que a estabilidade profissional é um dos fatores mais valorizados pelos trabalhadores? A satisfação dos profissionais deve ser um dos principais focos das empresas. Para a manter, muitas vezes é apenas necessário perguntar e falar do futuro.
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Trabalhar numa empresa que valoriza a estabilidade profissional, progressão de carreira e o salário emocional é o grande objetivo da maioria dos trabalhadores. O vínculo contratual com as empresas nem sempre é o mais importante, uma vez que os trabalhadores acreditam que é função deles e das próprias empresas fomentar a estabilidade profissional.

Segundo um estudo da Randstad, empresa que tem como missão moldar o mundo do trabalho e se destaca pela pluralidade de serviços, a estabilidade profissional é o 5º critério mais valorizado pelos portugueses num trabalho.

Para além disso, o Randstad Employer Brand Research 2020 salienta ainda os outros quatro critérios principais para os trabalhadores portugueses: benefícios e salários atrativos, equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, progressão de carreira e um ambiente de trabalho agradável.

Apesar de os tempos terem mudado e os escritórios terem sido trocados pelas casas de cada um, são muitos os trabalhadores, mais propriamente 73% dos trabalhadores inquiridos no Work Trend Index 2021, que pretendem continuar com opções de trabalho remoto mais flexíveis.

A Microsoft é um dos exemplos de empresa que tem desenvolvido a sua própria estratégia de trabalho híbrido para mais de 160.000 funcionários que estão espalhados por todo o mundo. A aposta num trabalho mais flexível veio reforçar a criação de novas oportunidades, oferecer mais tempo para as famílias e evitar deslocações diárias aos escritórios.

Porém, e apesar dos ganhos para as empresas e funcionários com o teletrabalho, também surgiram problemas emocionais, uma vez que o tempo passado em casa e em isolamento demonstraram ser uma ameaça para a estabilidade dos funcionários.

Aliás, como mencionámos acima, o salário emocional é, cada vez mais, um fator essencial para os funcionários. Mas do que se trata? O salário emocional são os ganhos não financeiros que os profissionais recebem ao desenvolver trabalhos que os motivem, que mudem as suas perceções do trabalho e levem a um desenvolvimento pessoal e profissional.

Este salário é diferente para todos os funcionários, sendo que o aspeto mais importante do mesmo pode variar consoante as pessoas. Para alguns, pode ser uma oportunidade de socializar e fazer amigos no trabalho e, para outros, pode estar relacionado com a oportunidade de se tornar especialista na sua área ou maximizar a criatividade.

Nesse sentido, existem 10 fatores a ter em conta no salário emocional: autonomia, pertença, criatividade, sentido de direção, inspiração, satisfação, especialização, crescimento pessoal, crescimento profissional e propósito.

No fundo, é importante para as empresas e organizações terem noção do impacto que têm nos trabalhadores, uma vez que, segundo a Gallup, 52% dos trabalhadores deixaram voluntariamente os seus empregos quando as organizações poderiam ter impedido a sua saída.

Assim, a Randstad pretende que as empresas percebam que a valorização de talentos é fulcral para o bom funcionamento e ambiente de trabalho, uma vez que perder bons funcionários significa perder pessoas de confiança, inovadoras e que encontram soluções eficazes para os problemas.

Perguntar se os funcionários se sentem bem e satisfeitos e falar sobre o seu futuro na organização é muito importante para manter um funcionário bem e estável. Dessa forma, as empresas vão conseguir cultivar a estabilidade no trabalho: um fator-chave para os funcionários.

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