A Old Bond Street é a rua mais cara da Europa, fazendo com que Londres seja uma das cidades com ruas mais caras na Europa.
O relatório do 3.º trimestre da Colliers International, sobre as mais procuradas localizações para comércio, revela que as rendas prime mensais atingem os 863 euros/m na Old Bond Street.
Por exemplo, a Avenida da Liberdade, em Lisboa, o metro quadrado de um espaço comercial custa 77 euros por mês. Já no Chiado este valor pode ir até aos 85 euros por metro quadrado.
Londres é onde a procura pelos melhores espaços continua a exceder a oferta.A procura de espaço nas mais atractivas ruas da Europa manteve as rendas em alta, quase 20%.
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luzes portuguesas
Enquanto as 10 principais artérias comerciais registaram um crescimento de rendas, difíceis condições de mercado desvalorizaram as rendas prime na Rua du Rhône, em Genebra, que sofreu a maior queda do top 10 (-14%), face ao período homólogo.
Em relação às que mais cresceram, o mesmo relatório destaca Oslo, Noruega, com um aumento de 33% nos últimos 12 meses e uma variação positiva de 11% nos últimos 6 meses (actualmente é de 205 euros/m).
Outras ruas com um forte crescimento situam-se em Manchester (9,5%) e Belgrado (9,1%).
"Ainda é esperado que Londres continue a crescer", diz Sean Briggs, managing director do departamento de retail da Colliers International.
A cidade que registou o maior crescimento de rendas foi a capital da Sérvia, Belgrado (+30%) devido ao desequilíbrio entre procura e oferta. Oslo (10%), Dusseldorf (5,4%) e Minsk (5,7%) também obtiveram um crescimento apreciável.
O pior desempenho verificou-se no Sul da Europa, embora as principais localizações continuem a atrair as principais marcas internacionais.
Milão, por exemplo, continua uma localização muito popular para marcas de luxo e Lisboa registou a abertura de espaços de diversas marcas internacionais como a Havaianas, Aristocrazy, Victoria"s Secret ou Michael Kors.
Sobre a atividade da sua empresa, o mesmo responsável diz que que nos próximos meses, os retailers continuarão a procurar optimizar o negócio, combinando expansão internacional com downsizing em mercados pouco lucrativos.
"Mesmo os players mais fortes seguem esta tendência, encerrando lojas não lucrativas, em mercados sem perspectivas de rápida melhoria. Por exemplo, a Mango deixou a Bulgária em resultado da falência do seu parceiro local, mas expandiu para a Polónia e Alemanha", diz Sean Briggs.