Ongoing acusa Impresa de tentar influenciar tribunais através do Expresso e da SIC

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A Ongoing, liderada por Nuno Vasconcellos, acusa a Impresa, de ter perdido "mais de 90% do seu valor bolsista" e de nunca ter distribuído "um cêntimo de dividendos", desde a sua entrada em bolsa, há 10 anos atrás. O grupo de comunicação acusa também a empresa de Pinto Balsemão de tentar condicionar os tribunais através do Expresso e da SIC.

Num comunicado da empresa, publicado hoje no Diário Económico, o seu conselho de administração afirma também que 73% dos accionistas da Impresa "tem visto o seu investimento, de centenas de milhões de euros, perder quase todo o seu valor". "E, enquanto investimento, não rendeu um só cêntimo desde que a Impresa está cotada em bolsa".

O grupo de comunicação diz que pretende exercer os seus direitos enquanto accionista de referência, mas refere que tem sido impedida de fazê-lo pela "Impreger, dominada pela Balseger, detida a 99,99% pelo Dr. Francisco Pinto Balsemão".

Na semana passada foi conhecido na imprensa que a CMVM não tinha apoiado a queixa da Ongoing relativamente à Imprensa que, entre outros pontos, exigia o lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) - após a criação da Balseger que passou a controlar a Impreger, que detém a maioria do capital da holding da SIC.

"A CMVM, enquanto regulador do mercado de valores mobiliários, tem actuado de uma forma quie não podemos de discordar", reagiu a Ongoing à decisão da CMVM.

A empresa, que tem José Eduardo Moniz como vice-presidente, está preocupada com a existência de uma "toupeira" no regulador de mercado que tem passado informação para a comunicação social, como forma de "tentativa óbvia de manipulação", que tem como consequência um "potencial condicionamento dos tribunais aos quais cabe o julgamento final das questões em causa". "Independente da pressão do Expresso, da SIC ou dos restantes meios controlados pelo Dr. Pinto Balsemão".

No comunicado, a empresa de Nuno Vasconcellos explica que tem alertado a CMVM para "o comportamento irregular e prejudicial para com todos os accionistas minoritários, por parte do CA [conselho de administração] da Impresa, do CA da Impreger e do CA da Balseger".

A Ongoing concluiu lançando um apelo para que a CMVM "actue de forma tão rápida e transparente quanto a gravidade da situação o exige".

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