O novo Vale do Ave
O Vale do Ave é o exemplo de um território que aposta no futuro de forma aberta e participada. Numa Europa das cidades e regiões onde a agenda de inovação e competitividade continua a ser marcada por uma quase total ausência de envolvimento da sociedade civil, o contexto da agenda de mudança protagonizado pelos diferentes atores desta região portuguesa é um exemplo que merece ser saudado. A estratégia do Vale do Ave é uma estratégia feita a pensar no futuro. Um contrato de confiança assente na convicção de que ainda é possível. Ou seja, um exemplo que fará renascer a aventura do conhecimento numa região que sempre acreditou em si e que faz do compromisso inteligente entre a inovação e a tradição a base da sua competência.
Em tempo de acelerar a mudança de modelo sócio-económico do país, no quadro duma globalização competitiva exigente, o Vale do Ave está aos poucos a fazer o seu trabalho de casa. As marcas da desindustrialização dos setores tradicionais no Vale do Ave são hoje uma evidência empírica num contexto de profundas alterações da nossa economia e sociedade. Impõe-se um verdadeiro sentido de inteligência coletiva e o exemplo de concertação estratégica entre os atores locais (Municípios, Universidade, Empresas, Sociedade Civil) para encontrar novas respostas é um exemplo a seguir. Há que apostar no regresso ao futuro e confiar que vale a pena a aposta.
O Vale do Ave protagoniza uma Agenda para o Futuro. Empreendedorismo e inovação social são palavras-chave numa ação para a mudança assente em alguns operadores de modernidade que têm reforçado verdadeiras redes inteligentes globais a partir das competências locais. O Vale do Ave está cada dia que passa a glocalizar-se através da dinamização de IDE de Inovação (Saúde, Polímeros, Digital) para o Ave Park, com a colaboração ativa da Universidade do Minho e de outras empresas de referência da região. Mas não esquece também o papel da aposta na requalificação das competências das pessoas com acções-piloto de sucesso como a formação no digital em parceria com multinacionais de referência.
O exemplo de Guimarães é uma referência nesta agenda. A aposta competitiva em curso, em linha com os mais recentes guidelines da Comissão Europeia, é a base para uma cidade aberta onde cultura e participação são a base para uma sociedade civil forte. Guimarães Capital Verde 2026 é sem dúvida o ponto de encontro entre todos aqueles que sabem que não se consegue agarrar o desígnio do desenvolvimento estratégico sem um compromisso forte entre competitividade e coesão, com a marca forte da sustentabilidade como acelerador de futuro. Em linha com as novas tendências, no Vale do Ave as pessoas são a chave duma atitude participativa na criação de valor com impacto transacionável nos grandes mercados globais.
O Vale do Ave é uma região aberta pois sabe integrar de forma positiva os seus cidadãos. Um território onde se vive em cada momento presente a ambição dum futuro que se constrói com a participação de todos e onde se inventam novos conceitos de cooperação nas diferentes áreas da intervenção cívica. O Vale do Ave é já por isso hoje uma região de futuro onde o multiculturalismo social constitui o principal desafio para a reinvenção duma ideia participativa que se tem que saber adaptar ao tempo. A Estratégia do Vale do Ave veio para ficar. É uma aposta de todos os que sabem que o futuro se constrói já hoje no espaço duma sociedade aberta centrada nas ideias.
