Os 27 da União Europeia (UE) progrediram em encurtar o fosso do IVA em 2021, mas ainda há perdas consideráveis, consequência, entre outras, da evasão fiscal, dá conta um relatório da Comissão publicado esta terça-feira.
De acordo com o relatório divulgado pela Comissão Europeia, a maioria dos Estados-membros "fez progressos na imposição da conformidade com o IVA em 2021". Ainda assim, os 27 perderam cerca de 61 mil milhões de euros, que ainda assim é menos do que os 99 mil milhões de euros registados em 2020.
A maioria das perdas, de acordo com o documento, deve-se a fraude, evasão, bancarrotas sem vestígios de fraude, erros de cálculo e insolvências.
O progresso, contudo, "é bem-vindo, já que a perda de receitas do IVA tem consequências extremamente negativas" na capacidades dos países poderem utilizar fundos públicos para melhorar serviços, como "escolas, hospitais e transportes".
Em Portugal, o fosso é de 3,6%, o que equivale a pouco mais de 1,5 mil milhões de euros perdidos em 2021.
Mas a Roménia é de longe o país com a o maior fosso de IVA, 36,7%, o que equivale a quase nove mil milhões de euros perdidos.
Na UE, em 2021, o fosso de IVA foi de 5,3%, o que equivale a mais de 60 mil milhões de euros.