Pandemia deixa fornecedores de refeições escolares na corda-bamba 

Aos prejuízos do anterior ano letivo soma-se a incerteza quanto ao futuro das políticas sanitárias.
Publicado a

Estão entre os que estão a ser afetados com as mudanças ao nível da adaptação do ensino às medidas sanitárias da Direção-Geral da Saúde. Depois de um ano letivo de 2019-2020 desastroso, o futuro parece ser pouco mais auspicioso para as empresas que fornecem refeições escolares e alimentam milhares de alunos em Portugal, tanto no ensino público como privado.

“A situação de pandemia que vivemos, trouxe nestes últimos meses, avultados custos financeiros para a nossa empresa”, disse João Lobo, diretor comercial da Uniself, o principal fornecedor de refeições às escolas. “Estamos a preparar a abertura das novas unidades, pois houve algumas que não pararam a sua laboração, dentro das orientações da DGS e do nosso plano de contingência”, garantiu. O objetivo é que “tudo funcione de forma o mais normal possível dentro da incerteza que os próximos tempo nos trarão a todos”. “É uma situação imprevista e nova para todos, e temos todos que nos ajustar a esta nova realidade”, sublinhou.

No caso do ensino público, mesmo durante a pandemia havia, em cada agrupamento, uma escola que se manteve a fornecer refeições aos alunos mais carenciados. Para muitas crianças em Portugal os lanches e almoços na escola são muitas vezes as únicas refeições que têm diariamente.

No caso do pré-escolar e do primeiro ciclo, a responsabilidade da gestão das cantinas cabe às autarquias. No segundo e terceiro ciclos a gestão cabe ao Ministério da Educação.

A Uniself é a que vence mais concursos neste setor. Nos dois últimos contratos adjudicados, em 29 de julho deste ano, a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares adjudicou à Uniself dois contratos no valor de 15,3 milhões de euros e 26,8 milhões de euros. São dados que constam no portal Base, que centraliza as compras públicas.

Além da Uniself, também a ICA-Indústria e Comércio Alimentar tem um peso no setor de fornecimento de refeições escolares. Esta empresa venceu, só no último mês, contratos na ordem dos 6,7 milhões de euros para servir refeições a escolas sob gestão municipal.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt