Passos em Paris: Há muito interesse francês nas privatizações"

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O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje em Paris que "há muito interesse francês no processo das privatizações" em Portugal, após um encontro com o Presidente da República francês, Nicolas Sarkozy."Tivemos ocasião não apenas de analisar os esforços que estão a ser feitos em Portugal na execução do nosso programa de ajustamento económico e financeiro, mas também de algumas mudanças estruturais que estamos a preparar, como o que tem que ver com as privatizações", afirmou o primeiro-ministro.Pedro Passos Coelho comunicou a Nicolas Sarkozy que "o Governo português vê com muito bons olhos a participação de investidores franceses nesse processo", obtendo do chefe de estado francês "um interesse positivo" no processo.O primeiro-ministro encontrou-se, antes, com o seu homólogo francês, François Fillon.Já Paulo Portas, adiantou que as privatizações das empresas públicas portuguesas devem ser feitas de acordo com as melhores práticas internacionais, com transparência e com acesso à informação, disse hoje, em Lisboa, o ministro dos Negócios Estrangeiros."As privatizações são um processo que deve decorrer de acordo com as melhores práticas internacionais, com absoluta transparência, com acesso à informação", declarou Paulo Portas. O governante falou aos jornalistas à margem da cerimónia de assinatura do protocolo de cedência e aceitação do Palácio do Conde de Penafiel como nova sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa.Segundo o ministro "se as privatizações forem bem feitas, isso significa que o Estado português, em todos os países interessados, fez algo credor de muito respeito, pela competência com que o fez."Por outro lado, "significa receita para o Estado português, empresas mais bem geridas, serviço com melhor qualidade e protecção dos interesses nacionais, que em determinados aspectos tem que ser, evidentemente, feita", sublinhou ainda Portas.De acordo com o ministro, "um dos deveres dos membros do Governo é saber explicar que o processo de privatização vai acontecer, com as melhores práticas internacionais, com transparência, com acesso a informação". "Queremos que o processo de privatização corra bem, que signifique para Portugal uma coisa bem feita. Isso, eu digo em Luanda, em Brasília, em Maputo, como digo em Lisboa", finalizou o ministro dos Negócios Estrangeiros.

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