Portugal ocupa o 22.º lugar em ranking mundial de sistemas de pensões

Regime português necessita de melhorias dada a quebra da natalidade e o aumento da esperança de vida.
Portugal ocupa o 22.º lugar em ranking mundial de sistemas de pensões
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Portugal ocupa a 22.ª segunda posição no Índice Mundial de Pensões 2024 da Mercer e do CFA Institute, divulgado esta terça-feira. Mas tem a sétima classificação mais baixa na categoria Sustentabilidade, uma das três em análise no estudo, que nesta 16.ª edição anual avaliou 48 países. 

A pontuação global de Portugal foi de 66.9, uma quebra face aos 67.4 obtidos em 2023, tendo o índice atribuído ao sistema de pensões português a nota geral B. Na categoria Adequação atingiu 83.4 pontos e no subíndice Integridade 85.7, a quinta e oitava classificações mais elevadas, respetivamente. 

Segundo o estudo, o sistema de previdência português dispõe de "uma estrutura sólida, com diversas caraterísticas positivas, mas com algumas áreas a melhorar", até porque é preciso responder à quebra da natalidade e ao aumento da esperança de vida. O relatório aponta a necessidade de "existir um aumento no valor das pensões relativas aos sistemas privados, implicando um acréscimo do nível de contribuições e do montante de ativos alocados a estes sistemas" e também "uma redução gradual dos níveis de dívida pública e de despesa com pensões públicas".

“Garantir um forte alinhamento entre os regimes de pensões públicos e privados, alargar a cobertura dos colaboradores e incentivar uma maior participação da força de trabalho para aqueles que desejam trabalhar em idades mais avançadas, são apenas algumas das estratégias que permitirão melhorar a realidade dos pensionistas a longo prazo”, defende Cristina Duarte, responsável da Mercer, em comunicado.

Os Países Baixos obtiveram o valor mais elevado do índice (84,8), seguindo-se a Islândia (83,4) e a Dinamarca (81,6). De acordo com o estudo, o regime de pensões dos Países Baixos está a transitar de um sistema de benefício definido para uma abordagem mais individual de contribuição definida. Nos Países Baixos tem uma forte regulamentação e oferece orientação sobre as respetivas pensões, diz o documento.

O estudo adianta ainda que, nos últimos anos, o aumento da longevidade, as elevadas taxas de juro e os custos crescentes dos cuidados de bem-estar têm exercido maior pressão sobre os orçamentos governamentais relativos aos sistemas de pensões.

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