A distribuição de verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) pelos vários Estados-membros foi feita tendo em conta projeções económicas e não em dados efetivos de evolução do Produto Interno Bruto (PIB). Ora, o indicador chave para a repartição de 30% dos fundos foi a perda acumulada do PIB em termos reais em 2020 e 2021, e só haverá dados definitivos sobre essa evolução em Junho, adianta o jornal Público na edição deste sábado (acesso pago)..Apesar dos dados definitivos saírem apenas no verão, nesta altura já se consegue traçar um retrato mais certeiro da economia nestes dois anos de pandemia. "O INE já apresentou uma estimativa de crescimento para Portugal de 4,9%. E a Comissão Europeia, nas projecções intercalares divulgadas na semana passada, apresentou números de crescimento actualizados para todos os países da UE", explica o diário..À luz dos novos dados, o economista Zsolt Darvas, investigador no think tank europeu Bruegel, fez as contas e atualizou a distribuição de verbas do PRR. Há países que vão receber menos dinheiro do PRR, e outros mais, como é o caso de Portugal, que será mesmo um dos Estadois-membros mais beneficiados pela revisão. A perda máxima será de 24% e o ganho máximo de 11%, que será o caso de Portugal..De acordo com o cálculos do Bruegel, em vez de 13,9 mil milhões de euros (a preços correntes) em subvenções, como previsto inicialmente, Portugal deverá vir a receber 15,5 mil milhões de euros. Ou seja, mais 1600 milhões de euros.