Os portugueses aproveitaram o fim das restrições pandémicas no ano passado para fazer as malas e sair de casa. Até setembro, os residentes realizaram 18,4 milhões de viagens, ainda 3% abaixo do mesmo período de 2019. A maioria das deslocações foi em território nacional (16,2 milhões), revelam os dados divulgados esta sexta-feira, 27, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Olhando apenas para o terceiro trimestre de 2022, somam-se 8,2 milhões de viagens dos portugueses, 5,8% abaixo de 2019. O gabinete de estatística adianta que entre julho e setembro as viagens ao estrangeiro cresceram 109,0% face a 2021, mas ficaram ainda 10,6% abaixo dos níveis de 2019. Também as escapadelas em Portugal caíram 5,2%.
Sair em "lazer, recreio ou férias" continua a ser a principal justificação para viajar, e foi o motivo de 5,5 milhões das viagens realizadas no terceiro trimestre (-4,9% face a 2019). Já a "visita a familiares ou amigos", que correspondeu a 2,2 milhões de viagens, segue-se na lista como a segunda motivação para fazer as malas,
Na hora de escolher o local para pernoitar, o alojamento particular continua a ser a principal escolha dos portugueses mas a hotelaria está a crescer. "Os "hotéis e similares" concentraram 31,0% das dormidas resultantes das viagens turísticas no 3º trimestre de 2022, aumentando a sua representatividade (+1,7 p.p.; +3,7 p.p. face ao 3ºT 2019). O "alojamento particular gratuito" manteve-se como a principal opção de alojamento, 54,5% do total, embora tenha diminuído o seu peso no total (-2,2 p.p. face ao 3ºT 2021 e também ao 3ºT 2019)", refere o INE.
No período em análise, 40% dos residentes realizou pelo menos uma deslocação turística (-2,3 p.p. comparando com 2019) e cada viagem teve uma duração média de 6,05 noites.