As receitas dos serviços de telecomunicações em pacote ascenderam a 1,393 mil milhões de euros entre janeiro e setembro. De acordo com a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), o valor representa um aumento homólogo de 4,1%, "o maior crescimento verificado desde o final de 2020". Os 1,393 mil milhões representaram também 50,4% do total das receitas retalhistas.
No final de setembro, o regulador registava 4,5 milhões de subscritores das ofertas dos operadores em pacote, que podem juntar até cinco serviços (5P) num único contrato de telecomunicações entre internet, telefone fixo e serviço de voz móvel e televisão. Segundo a Anacom, 91 em cada cem famílias pagavam à Altice, NOS, Vodafone ou Nowo por um pacote de serviços.
O número de assinantes cresceu 3,6% em termos homólogos, ou seja, mais 155 mil face a igual período de 2021, estando este crescimento "exclusivamente associado às ofertas 4P/5P". Aliás, os contratos que visam quatro ou cinco serviços em conjunto representaram mesmo "65% do total das receitas em pacote ou 32,7% do total das receitas retalhistas", de acordo com a Anacom.
Refere a estatística que as ofertas 4P/5P "foram as mais utilizadas", contabilizando-se 2,4 milhões de subscritores (53,1% do total de subscritores de ofertas em pacote). O regulador indica que o número de assinantes das ofertas 4P/5P cresceu 7,7% em termos homólogos, ou seja, mais 171 mil contratos. "Foi [o crescimento percentual] mais elevado desde o final de 2019", repara a Anacom.
As ofertas 3P reuniram 1,7 milhões de assinantes, menos 0,7% em termos homólogos, "contrariando o crescimento registado entre 2019 e 2021". Já as "ofertas isoladas, single play ou 1P, que se caracterizam por não serem comercializadas em pacote, representavam 71,6% dos acessos móveis e 15,6% dos acessos fixos".
A receita média mensal por subscritor das ofertas em pacote foir de 34,76 euros (sem IVA), no final de setembro, o que se traduz numa subida de 0,6% em termos homólogos. "A receita média mensal foi de 43,16 euros no caso das ofertas 4/5P (+0,1%) e de 27,51 euros no caso das ofertas 3P (-0,6%), lê-se.
A Altice (através da Meo) detinha a "maior quota de subscritores" (41,1%), à frente da NOS (35,6%), Vodafone (20,3%) e da Nowo (3%).
A dona da Meo era também a que registava a quota de receitas de serviços em pacote mais elevada (41,2%), seguindo-se a NOS (40,1%), a Vodafone (16,8%) e a Nowo (1,8%).