

O Instituto Nacional de Estatística (INE) anunciou esta terça-feira que o Índice de Preços da Habitação (IPHab) aumentou 7,6% entre julho e setembro em comparação com o mesmo período do ano passado, o que representa uma diminuição de 1,1 pontos percentuais face ao segundo trimestre. Quer isto dizer que houve uma desaceleração no IPHab - os preços subiram, sim, mas a um ritmo menor.
A taxa de variação dos preços das habitações existentes, realça o INE, foi de 8,1%, enquanto a mesma taxa para as habitações novas fixou-se em 5,8%.
Relativamente às habitações existentes, os preços subiram 1,8% no terceiro trimestre, menos 1,4 pontos percentuais do que no trimestre anterior. Já nas habitações novas, os preços subiram 2%, mas esta variação representa uma diminuição de 0,8 pontos percentuais em comparação com o segundo trimestre.
"A taxa de variação média anual do IPHab foi 9% no terceiro trimestre de 2023, o que corresponde a uma desaceleração de 1,4 pontos percentuais face ao trimestre anterior. Neste período, o aumento dos preços das habitações existentes (9,8%) excedeu o das habitações novas (6,6%)", lê-se na análise do gabinete de estatística nacional.
A mesma análise trimestral do INE indica que, entre julho e setembro de 2023, transacionaram-se 34 256 habitações, o que corresponde a uma quebra de 18,9% em termos homólogos. No trimestre anterior a quebra tinha sido de 22,9%.
Ao todo, as operações realizadas somaram 7,1 mil milhões de euros (-12,2% em termos homólogos). O INE salienta também que no segmento das habitações novas, observou-se um aumento de 0,2% do número de habitações transacionadas e de 10,3% no valor das transações.
No final de setembro, 29 635 transações correspondia a aquisições de habitações por famílias, totalizando seis mil milhões de euros. As famílias representaram 86,5% do total da compra e venda de casas e 84,7% do valor global associado a essas operações.
"Neste período, os compradores com um domicílio fiscal fora do território nacional adquiriram 2 741 alojamentos (8% do total), o que representa uma redução homóloga de 0,9%", conclui o INE.