O mês de março, em que o País esteve ainda com muitas limitações para combater a propagação da pandemia, foi de fortes quebras para a atividade turística. O setor do alojamento turístico, indicam os dados revelados esta sexta-feira, 14 de maio, pelo INE, contou com 283,7 mil hóspedes em março, menos 59% do que no mesmo período de 2020. E com 636,1 mil dormidas em março de 2021, o que corresponde a uma queda de 66,5%, face ao período homólogo de 2020.
Importa salientar que o mês de março de 2020 foi o primeiro em que o impacto da pandemia covid-19 já foi sentido significativamente.
As dormidas de residentes diminuíram 20,2% em março de 2021 e as de não residentes recuaram 86,2%. "Em março, todas as regiões registaram decréscimos das dormidas, verificando-se as menores diminuições no Alentejo (-16,5%), RA Açores (-36,1%) e Centro (-39,3%), enquanto as restantes regiões registaram decréscimos superiores a 50%", diz ainda o gabinete de estatística.
Dada a quebra no número de hóspedes e de dormidas, os proveitos totais obtidos pelos estabelecimentos de alojamento turístico atingiram 26,4 milhões de euros, o que representa uma queda de 73,5% face ao mesmo período de 2020. Com as fortes restrições em vigor na altura, impossibilitando a concentração de muitas pessoas (incluindo na Páscoa, cuja semana de férias escolares foi ainda em março), os proveitos de aposento foram os que mais contribuíram para os proveitos totais. Os proveitos de aposento atingiram os 20,6 milhões de euros, menos 71,4% do que no mesmo período de 2020.
"No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 7,3 euros em março, diminuindo 50,2% (-79,7% em fevereiro). O rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 51,0 euros em março, o que se traduziu numa variação de -22,5% (-28,0% em fevereiro)", diz o INE.