Regime fiscal do Regressar atraiu uma média de 1155 beneficiários por ano

Através do programa, os ex-residentes podem beneficiar de uma exclusão de IRS sobre metade dos seus rendimentos de trabalho ou de rendimentos empresariais, durante um período de cinco anos.
Regime fiscal do Regressar atraiu uma média de 1155 beneficiários por ano
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O programa Regressar, que atribui uma exclusão de tributação sobre 50% do rendimento de ex-residentes que voltem para Portugal, atraiu uma média de 1155 novos beneficiários por ano, entre 2019 e 2022, segundo um estudo agora divulgado.

Em causa está um estudo do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI) do Ministério das Finanças, onde os autores, Adriano Lopes e Paulo Costa, fazem uma análise ao programa Regressar, nomeadamente ao impacto orçamental da medida entre 2019 e 2022, beneficiários e respetivos rendimentos.

Através do Regressar, os ex-residentes podem beneficiar de uma exclusão de IRS sobre metade dos seus rendimentos de trabalho ou de rendimentos empresariais, durante um período de cinco anos, sendo que para quem regresse a Portugal a partir de 2024 aquela exclusão opera até 250 mil euros de rendimento.

O Regressar atingiu em 2022 o número total de 3.940 contribuintes, dos quais 1.425 usufruíram pela primeira vez do regime nesse ano. Destes "817 tornaram-se residentes em 2022, enquanto os restantes 608, apesar de já se terem tornado residentes em anos anteriores, ainda não tinham beneficiado fiscalmente do Programa", refere o estudo.

A mesma análise indica que em média, se verificou uma entrada de 1.155 novos beneficiários por ano "com destaque para 2022, que foi o ano em que se verificou o maior número de novos beneficiários".

Segundo o estudo entre 2019 e 2022, houve um crescimento "bastante significativo" do rendimento médio elegível para o benefício, "passando de 33 mil euros para 49 mil euros, aproximadamente (crescimento de 48%)".

Em 2022, mais de metade (58,5%) dos beneficiários tinha entre 35 e 50 anos, sendo que o peso desta faixa etária aumentou face a 2019, quando eram 51,1%. Já as pessoas com menos de 35 anos, viram o seu peso cair de 38,7% em 2019, para 29,9% em 2022.

Os mesmos dados revelam que os países de origem de rendimentos com o maior número de beneficiários são europeus, com destaque para Espanha, Reino Unido, França e Suíça que, em 2022, representavam 46,9% do total de sujeitos passivos com rendimentos elegíveis obtidos no estrangeiro.

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