A renda média subiu, este mês, 48,7% face ao mesmo período de 2021, tendo atingido o valor mais alto de 2022. Lisboa passou, pela primeira vez, a marca dos dois mil euros de renda média. Os distritos mais caros são agora Lisboa, Porto, Évora, Setúbal e Madeira.
Estas são algumas das conclusões do estudo realizado pelo portal imobiliário Imovirtual, com base em dados disponíveis na plataforma que permitem analisar a evolução dos preços médios anunciados para venda e arrendamento de imóveis em Portugal.
O valor médio global para arrendar subiu 15,6% entre novembro e dezembro deste ano, fixando-se agora em 1585 euros, o mais elevado de 2022.
Comparativamente com o período homólogo de 2021, em que a renda média era de 1066 euros, registou-se um aumento de 48,7%, 519 euros mais cara.
Relativamente ao ano passado, arrendar casa ficou mais caro em quase todos os distritos, especialmente em Évora que registou um aumento de 127,3%, tendo a renda passado de 596 euros para 1355 euros.
Em Bragança, as rendas subiram 80%, passando de 437 euros para 787 euros, e em Lisboa regista-se um aumento de 71,9% com a renda média a ultrapassar os dois mil euros (aproximadamente 2281 euros).
Distritos como Viseu (25,2%) e Guarda (24%) também ficaram mais caros face ao mês de novembro, com os valores a subirem para 865 euros e 538 euros, respetivamente.
Em contrapartida, Portalegre foi o único distrito que registou uma diminuição do preço médio de arrendamento em dezembro, com uma quebra de 4,1%.
Por outro lado, o preço médio para venda de imóveis manteve-se relativamente estável em dezembro, registando um aumento de apenas 1,3% face a novembro, passando de valores na ordem dos 407 mil euros para 412/469 mil euros.
Em comparação com o mesmo período de 2021, quando o valor médio de venda se localizava nos 372 mil euros, há um aumento de 10,9% com as casas cerca de 40 mil euros mais caras.
Os distritos mais caros para comprar casa continuam a ser Lisboa (644 508 euros), Faro (586 818 euros) e a Região Autónoma da Madeira (475 720 euros).
Já Portalegre, Guarda e Castelo Branco mantiveram-se os distritos mais baratos para comprar casa em dezembro.
Sobre o aumento das rendas, Diogo Lopes, marketing manager do Imovirtual, afirma que "a grande pressão que se tem vindo a sentir no mercado de compra e venda de imobiliário acaba por aumentar a procura pela alternativa do arrendamento".
Contudo, refere que com a mesma oferta, o mercado acaba por "adaptar-se com a subida das rendas", lê-se em comunicado.