Começa hoje, na FIL, em Lisboa, a primeira edição da Lisbon Food Affair. Ao todo estarão presentes nesta feira mais de 160 empresas que representam mais de 500 marcas do setor agroalimentar, das quais 20% são internacionais, de países como a África do Sul, Brasil, Eslováquia, Espanha, França, Itália, Peru, Polónia e Suécia. 55% das participações são de novas empresas que pela primeira marcam presença vez em eventos do setor.
Através desta iniciativa "pretende-se criar e afirmar uma plataforma de lançamento para novos negócios e ideias inovadoras no setor agroalimentar, contribuindo assim para a sua dinamização e competitividade de toda a fileira", explica Jorge Henriques, presidente da FIPA - Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares.
O responsável garante que mais importante do que fechar negócios no decorrer desta feira, que decorre até dia 14, é afirmar, posicionar proativamente e mostrar aos mercados as soluções e a inovação que os produtos portugueses aportam nas áreas do Food & Beverage, canal Horeca e tecnologias para a indústria alimentar.
No ano passado, o setor agroalimentar conseguiu 7040 milhões de euros só em exportações, mas com a inflação a manter-se em elevada, Jorge Henriques antevê que este primeiro semestre de 2023 seja repleto de desafios para as empresas. Apesar de tudo, e se o setor continuar a crescer nas exportações como até aqui, estima que em três anos ultrapasse os dez mil milhões de euros em vendas para o exterior.
São valores como estes que revelam a capacidade produtora e exportadora deste setor. No entanto, como diz o presidente da FIPA , "falta apoio do governo, de quem esperamos instrumentos que atendam às preocupações do setor, por exemplo, pedindo mais rigor na alocação de fundos para a promoção externa e uma avaliação do impacto da sua aplicação". Em suma, sublinha Jorge Henriques, "falta uma maior participação do Estado para que se consiga ir mais além".