“Aço é progresso”, ditavam os cartazes de 1961, data da construção da Siderurgia Nacional. “Concluída a primeira fase da sua instalação industrial alcançou o objetivo a que se tinha proposto: produzir aço.
No Seixal fabrica-se já toda a gama de perfilados pequenos e médios, banda para tubos, fil machine, etc.”. Estava lançada a primeira fase da Siderurgia, uma aposta industrial de peso nunca vista em Portugal e uma importante peça para o desenvolvimento económico que Salazar queria imprimir ao país. 54 anos depois chama-se SN Seixal, uma empresa privada sobretudo voltada para o exterior.
“País sem siderurgia não é um país, é uma horta!”, diria na inauguração o ministro da Economia Ferreira Dias que entregou a a António Champalimaud a concessão e licença para a exploração exclusiva a indústria siderúrgica em Portugal por 10 anos. A sua história acompanhou a do país, foi nacionalizada em 75, na década de 90 passou a sociedade anónima, o alto-forno (ex-líbris dos tempos áureos) do Seixal foi substituído e o fabrico de aço passou a ser feita em forno elétrico. Esteve para ser vendida nessa altura, mas não foi.
Anos mais tarde, acabou dividida em duas empresas e vendida. A SN Seixal - Siderurgia Nacional é hoje controlada pela galega Megasa e mantém a atividade no fabrico de ligas de ferro, com um volume de negócios que ascende aos 505 milhões de euros, 76,3% dos quais são para exportar. Em 2014, o volume de exportações foi de 385 milhões de euros, com um crescimento de 21 milhões face ao ano anterior.
No ranking da Ignios, aparece como a terceira maior exportadora de bens em Portugal. Exporta sobretudo para África (Angola, Congo, Cabo Verde) e a Europa (Alemanha, Espanha, Bélgica).