O número de assinantes de televisão por subscrição (pay tv) em Portugal era de 4,4 milhões no final do primeiro semestre. Será o mesmo que dizer que 94,8% das famílias (ou 94,8 em cada 100 agregados) dispunham deste serviço, de acordo com dados divulgados pela Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), na quarta-feira. Ou seja, só cerca de 5% das famílias portuguesas não paga uma assinatura de televisão.
De acordo com a Anacom, o número de assinantes de pay tv cresceu 3%, em termos homólogos, com os operadores a angariar mais 130 mil subscritores entre janeiro e junho. Apesar do crescimento, o regulador nota que "a taxa de crescimento foi inferior à registada nos anos anteriores (+3,5% no primeiro semestre de 2021 e +3,8% no primeiro semestre de 2020).
O crescimento no número de subscritores de pay tv "deveu-se às ofertas suportadas em fibra ótica, que registaram mais 272 mil assinantes face ao mesmo semestre do ano anterior (+11,7%)", um aumento que "resultou não só da captação de novos clientes, mas também da transferência para fibra ótica de clientes que anteriormente se encontravam suportados noutras redes".
Por tipo de acesso, dos 4,4 milhões de assinantes, 2,6 milhões acedem a serviços de televisão por fibra ótica, enquanto 1,3 milhões acede por cabo. Já 380 mil têm televisão por subscrição através do sinal de satélite e outros 161 mil subscritores acedem à televisão paga por ADSL.
Desde 2018 que a fibra ótica é a "principal forma de acesso a este serviço", segundo a Anacom.
Observando os operadores que asseguram o serviço, a Altice Portugal, através da Meo, continua a ter a maior quota de mercado. "A Meo foi o prestador com a quota de assinantes mais elevada (40,8%), seguindo-se a NOS (37,4%), a Vodafone (18,6%) e a NOWO (3,1%)", lê-se.
"A Vodafone e a MEO foram os prestadores que, em termos líquidos, mais assinantes captaram face ao mesmo período do ano anterior, tendo as suas quotas aumentado 0,7 e 0,4 pontos percentuais., respetivamente", acrescenta o regulador.