De acordo com dados publicados hoje pela Direção de Inspeção e Coordenação de Jogos, as receitas caíram 3,7% em relação a junho do ano passado para o valor mensal mais baixo de 2014, registando a primeira quebra em termos anuais homólogos desde junho de 2009, altura em que, no rescaldo da crise financeira mundial, se verificou um recuo de 17%.
Dados compilados pela agência Lusa junto dos operadores indicam que a Sociedade de Jogos de Macau (SJM), do magnata Stanley Ho, recuperou a liderança ao conquistar uma quota de mercado próxima dos 25%, quase três pontos percentuais à frente da Sands China, do norte-americano Sheldon Adelson, que perdeu o lugar cimeiro do 'ranking' alcançado em dois dos seis meses do ano (fevereiro e maio), e da Galaxy Resorts, de interesses de Hong Kong liderados pelo empresário Lui Che-woo, com uma quota ligeiramente acima de 21%.
A segunda metade da tabela confirma a Melco Crown, que tem como acionista Lawrence Ho, filho de Stanley Ho, no quarto posto, com uma quota superior a 12%, seguida pela MGM Macau, liderada por Pansy Ho, também filha de Stanley Ho e irmã de Lawrence, com uma fatia acima dos 10%, que cedeu o último lugar à Wynn Resorts, do norte-americano Steve Wynn, que se ficou pelos 9,5%.
Não obstante a queda das receitas brutas em junho em termos anuais homólogos, no cômputo dos primeiros seis meses do ano, os casinos faturaram 193.086 milhões de patacas (17.674 milhões de euros), valor que traduz um aumento de 12,6% face a igual período do ano passado.
O setor do jogo em Macau encerrou 2013 com receitas brutas totais de 361.866 milhões de patacas (32.897 milhões de euros), mais 18,55% do que no ano anterior.
Macau é uma Região Administrativa Especial da República Popular da China e o único local do país onde o jogo em casino é legal.
Atualmente, seis operadores estão licenciados para explorarem jogos de fortuna e azar em 35 casinos, os quais disponibilizavam, no final de março, 5.700 mesas de jogo e 13.232 'slot machines'.