

Os preços de venda das casas em Portugal Continental aumentaram 2,2% nos primeiros três meses do ano, face ao trimestre homólogo, acelerando também em relação aos 1,6% registados no último trimestre de 2023, segundo o Índice de Preços Residenciais, divulgado esta segunda-feira pela Confidencial Imobiliário.
Em comunicado, Ricardo Guimarães, diretor da empresa de estatística, nota que estes números “confirmam os últimos resultados do Portuguese Housing Market Survey, refletindo um comportamento mais positivo da procura, trazendo as expectativas de vendas para terreno positivo”.
Embora se trate de uma variação trimestral “bastante inferior à exibida um ano antes” (+4,3%), o indicador agora atingido “sinaliza uma reversão do padrão de suavização da subida de preços sentido ao longo do último ano, a qual, a confirmar-se, contraria a expectativa dominante no mercado”, explica a Confidencial Imobiliário.
“Espera-se que as taxas de juro comecem a cair nos próximos meses e isso está a melhorar a confiança dos compradores, o que acaba por colocar pressão adicional sobre os preços”, acrescenta o mesmo responsável.
Contudo, destaca a empresa, a valorização homóloga voltou a reduzir o ritmo, atingindo 9,6% em março último, em reflexo do comportamento acumulado dos preços ao longo do último ano, situando-se 7,6 pontos percentuais (p.p.) aquém da taxa de variação de 17,2% observada no primeiro trimestre de 2023.
De acordo com as projeções realizadas a partir das vendas reportadas ao SIR-Sistema de Informação Residencial, no primeiro trimestre deste ano terão sido transacionados cerca de 34 300 fogos em Portugal Continental, um volume que supera em cerca de 5% a média de 32 800 vendas por trimestre registada em 2023.
Dados que, segundo a Confidencial Imobiliário, traduzem “a trajetória de recuperação, lenta, mas consistente, da atividade que se faz sentir desde a segunda metade do ano passado”
Já ao nível dos preços, no período em análise, as vendas residenciais no território Continental realizaram-se por um valor médio de 2447 euros por metro quadrado (m2), posicionando-se em 3413 euros/m2 na habitação nova e em 2326 euros/m2 na habitação usada.