"Não estamos interessados em fazer frigoríficos e torradeiras. Pegamos no melhor do tablet e do portátil... é esse o aparelho que queríamos criar", disse o novo CEO da Microsoft, Satya Nadella, durante a apresentação. Possivelmente, a analogia era uma resposta a Tim Cook, o CEO da Apple, que há dois anos brincou com o Surface original - recebido com um misto de críticas boas e más, mas já atrasado à festa do iPad.
Na altura, Cook disse: "Podes fazer convergir uma torradeira e um frigorífico, mas sabes que essas coisas não vão ser agradáveis para o utilizador."
Isso foi com Steve Ballmer. Agora é Nadella quem está à frente da Microsoft, e a empresa parece mais focada. Apesar de um crescimento significativo das vendas do Surface nos últimos trimestres, em boa parte devido a grandes descontos no preço, o tablet da Microsoft não fez mossa na liderança do iPad.
O Surface 3 vai tentar fazê-lo. Tem um ecrã de 12,1 polegadas (o iPad Air tem 9,7 e os Surfaces anteriores tinham 10,6) e é mais pesado que o rival da Apple (tem 800 gramas, contra 478 do Air). A data de lançamento é 20 de junho e os preços anunciados ontem começam nos 799 dólares.
Agora, o mais impressionante: processadores Intel Core de quarta geração, capazes de aguentar o peso de software tão complexo como o Adobe Photoshop. O sistema operativo é Windows 8.1 e a bateria durará cerca de 9 horas em acesso contínuo à internet. Vem com porta USB 3.0, slot para cartão SD e porta HDMI mini.
"Têm-vos dito para comprarem um tablet, mas vocês sabem que precisam é de um portátil", disse, em palco, o executivo da Microsoft Panos Panay. O Surface é uma espécie de híbrido, mas sem se encaixar bem nessa categoria.