O presidente do Conselho de Administração da TAP, Manuel Beja, disse esta tarde que a TAP irá pagar o empréstimo ao Estado português, de 3,2 mil milhões de euros, de três formas. "A muito direta, a menos direta e a indireta", começou por explicar na Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação numa audição pedida pelo PSD e pelo PS.
O responsável garantiu que a transportadora aérea irá começar a pagar dividendos já a partir de 2025, "caso os resultados da empresa sejam positivos", embora admita que este pagamento seja inferior ao valor total do empréstimo.
Mas a TAP planeia compensar a injeção do Estado de mais duas formas. "Através dos impostos e da atividade económica e através do turismo que geramos", acrescentou Manuel Beja que relembrou que a transportadora aérea tem uma estreita ligação com o Turismo de Portugal. "Somos a principal forma de trazer turistas para o país", rematou.
Ouvida anteriormente no parlamento, a CEO, Christine Ourmières-Widener assegurou que é objetivo da TAP devolver o empréstimo "o mais rapidamente possível".
A TAP vai receber, no total, 3,2 mil milhões de euros em ajudas no âmbito do plano de reestruturação desenhado por Bruxelas, sendo que última injeção por parte do Estado, no valor de 990 milhões de euros, será dada este ano.