

A taxa de inflação homóloga em agosto diminuiu para 1,9%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), que confirma assim a primeira estimativa avançada no dia 30 de agosto. Trata-se de um diminuição em 0,6 pontos percentuais face ao valor registado em julho.
A inflação subjacente, ou seja, excluindo os produtos alimentares não transformados e energéticos, ficou em 2,4% face ao mesmo mês de 2023, mantendo-se estável em relação a julho.
Em agosto o INE destaca a evolução do Índice de Preços no Consumidor (IPC) da categoria dos produtos energéticos, que diminuiram para -1,5% - após um aumento de 4,2% em julho -, "essencialmente devido à conjugação da redução mensal nos preços dos combustíveis e lubrificantes (-2,5%) com o efeito de base associado ao aumento registado em agosto de 2023 (9,3%)".
Já a variação do IPC dos produtos alimentares não transformados caiu para 0,8% (tinham subido 2,8% em julho), "destacando-se o contributo da fruta fresca para esta desaceleração, parcialmente atribuível ao efeito de base associado ao aumento de 3,9% registado em agosto de
2023 nesta categoria", sublinha o INE.
Por classes de despesa, destaca-se a quebra da taxa homóloga em relação ao mês anterior de 1,5% nos Transportes, e a subida de 2,4% nos Restaurantes e Hotéis", uma desaceleração em relação à subida de 3,5% verificada em julho.
Os maiores aumentos homólogos face ao mês de julho, assinala o INE, verificaram-se na classe do "Lazer, recreação e cultura", e na do "Vestuário e calçado", com variações de 1,2% e 0,3%, respetivamente (0,2% e -0,4% em julho).
Com estes dados definitivos, fica assim também confirmado que os proprietáros podem aumentar o valor das rendas até 2,16% no próximo ano.