Teletrabalho só poderá ser recusado por escrito e decisão final caberá à ACT

Com o regresso da obrigatoriedade do teletrabalho em 121 concelhos do país, as empresas que considerem que não existem condições para trabalhar desta forma terá de comunicar a recusa por escrito ao trabalhador.
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As novas medidas decretadas pelo Governo, que entrarão em vigor esta quarta-feira, dia 4, trazem o regresso do teletrabalho a 121 concelhos do país. Conforme avança o Negócios na edição desta segunda-feira, as empresas que considerem que não existem condições para a realização do teletrabalho terão de fundamentar e comunicar por escrito a recusa ao trabalhador. E, caso o trabalhador não concorde com a justificação do empregador, poderá pedir à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) para avaliar o tema.

A proposta indica que os trabalhadores têm até três dias úteis para pedir um parecer à ACT. Por sua vez, esta entidade terá até cinco dias úteis para tomar uma decisão.

De acordo com o jornal, esta é uma das propostas do diploma que terá seguido para os parceiros sociais, com o intuito de regulamentar o regime excecional de teletrabalho.

Também estará contemplada a possibilidade de ser o trabalhador a recusar o teletrabalho, mas tal também necessitará de uma comunicação por escrito, neste caso, ao empregador.

Com as medidas anunciadas pelo Governo no sábado, após o Conselho de Ministros, o teletrabalho passa a ser obrigatório em 121 concelhos com risco elevado, com o critério de mais de 240 casos por cem mil habitantes nos últimos 14 dias. O teletrabalho será obrigatório sempre que tal seja compatível com as funções desempenhadas.

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