TPS constrói 274 casas para câmaras da Grande Lisboa

Empresa de Amarante arranca com as obras no início de 2025. São três empreendimentos, num investimento global de 44 milhões de euros.
Bruno Soares, presidente da TPS, está apostado em ganhar obras de maior dimensão. Foto: Ivan Del Val/Global Imagens
Bruno Soares, presidente da TPS, está apostado em ganhar obras de maior dimensão. Foto: Ivan Del Val/Global Imagens
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A TPS - Teixeira, Pinto & Soares foi selecionada para construir um total de 274 habitações nos municípios de Almada, Oeiras e Cascais, projetos que implicam um investimento de 44 milhões de euros. A construtora de Amarante, que ganhou as obras em concurso público, prevê arrancar com os empreendimentos no início de 2025. As três empreitadas visam responder à necessidade dos municípios em disponibilizar habitação a preços acessíveis.

O empreendimento Três Vales, que contempla 142 casas, em Almada, é um projeto para habitação a custos controlados, no âmbito do Projeto Habitacional de Almada Poente, e será construído em terrenos do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana. Em Oeiras, na freguesia de Barcarena, irá nascer o empreendimento de Leceia (96 apartamentos), que se enquadra no Plano Municipal de Habitação de Oeiras 20/30. A empresa tem ainda a seu cargo o Conjunto Habitacional São Valentim, em Cascais, que prevê a construção de seis edifícios, num total de 36 habitações.

A TPS tem atualmente uma carteira de obras orçada em 234 milhões de euros, revela Bruno Soares, presidente da empresa. A maioria dos projetos são habitacionais (82% da carteira) e estão espalhados pelo país. Como adianta o responsável, a região Norte representa 17% do portefólio, a Grande Lisboa 57% e o Algarve 26%. No Norte, concretamente em Vila Real, a empresa decidiu abandonar o projeto de construção de uma residência universitária e apostar, mais uma vez, na promoção de habitação. Vai construir 74 casas.

As obras públicas continuam a ter um peso significativo na carteira, valendo 53% da atividade. O crescimento do negócio no Algarve e a consolidação do Norte têm permitido que “a representatividade das obras públicas tenha vindo a decrescer”, diz.

A ambição da empresa de engenharia e construção civil é conquistar obras de maior dimensão. Segundo Bruno Soares, a TPS tem evoluído “imenso neste objetivo, mas sentimos que temos capacidade para conquistar empreitadas ainda mais relevantes”. Em 2023, as obras atingiram um valor médio de nove milhões de euros. Este ano, já subiu para os 12 milhões de euros.

A TPS emprega 230 colaboradores, 20% dos quais estrangeiros. Bruno Soares frisa que o recrutamento de profissionais estrangeiros tem atenuado, em parte, as dificuldades de mão-de-obra. Há no entanto dificuldades em garantir trabalhadores especializados. A maioria dos colaboradores estrangeiros da TPS são brasileiros e angolanos. “A integração é favorecida pela partilha da língua, mas também por um programa de acolhimento que procura uma identificação clara com os valores e forma de estar da empresa”, explica o gestor.

Ao desafio da falta de profissionais qualificados para trabalhar no setor, soma-se “a instabilidade nos preços dos materiais de construção e as constantes alterações nas regulamentações” que abrangem a atividade, aponta. Para o responsável, estes desafios “são em grande parte responsáveis pela inovação e eficiência que o setor está a atravessar”, ainda que o processo esteja “numa fase muito embrionária”.

No ano passado, a TPS registou um volume de negócios de 76 milhões de euros e obteve um resultado líquido de quatro milhões de euros. A previsão para o exercício de 2024 aponta para uma faturação ligeiramente acima dos 100 milhões de euros. 

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