UE vendeu menos carros em 2021. Portugal entre países com menores subidas

A falta de semicondutores na segunda metade do ano levou à venda de ainda menos carros novos nos 27 países da União Europeia em 2021 em comparação com o primeiro ano da pandemia. Alemanha foi um dos mercados que mais travou.
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Nos 27 países da União Europeia (UE) compraram-se ainda menos carros novos em 2021 do que no primeiro ano da pandemia. Nos últimos 12 meses, os concessionários europeus registaram um total de 9,70 milhões de automóveis ligeiros de passageiros, menos 2,4% do que os 9,939 milhões de unidades matriculadas em 2020, revelam os números divulgados nesta terça-feira pela associação europeia que representa os fabricantes de automóveis (ACEA, na sigla original).

A falta de semicondutores é a principal causa para o mercado automóvel europeu ter travado pelo segundo ano consecutivo. Segundo a ACEA, as vendas de carros na Europa estão 3,3 milhões de unidades abaixo do ano pré-pandemia (2019).

Portugal foi um dos países em que as vendas menos subiram: em 2021, as compras de automóveis novos ligeiros de passageiros subiram 0,8%, para 146 637 unidades. Houve 13 países que tiveram melhor desempenho do que Portugal - França e Eslovénia ainda cresceram menos.

Em sentido contrário, houve 12 mercados com piores vendas em 2021 do que em 2020. A Alemanha, o maior mercado automóvel europeu, foi um dos países com a maior travagem, tendo recuado 10,1% em 2021, para 2,6 milhões de unidades.

Por fabricantes, o grupo Volkswagen voltou a liderar as vendas de automóveis novos mas diminuiu a vantagem para a aliança Stellantis, liderada por Carlos Tavares.

O grupo alemão manteve a primeira posição embora as matrículas tenham caído 4,8%, para 2,437 milhões de unidades. Também a aliança Stellantis (que reúne grupos PSA e Fiat Chrysler) teve menos vendas, embora de forma menos acentuada: descida de 2,1%, para 2,124 milhões de unidades.

O grupo Renault conservou o terceiro lugar, embora as vendas tenham caído de forma mais acentuada: travagem de 10,2%, para 1,028 milhões de unidades.

A aproximar-se do grupo francês está o grupo Hyundai. A reunião das marcas Hyundai e Kia registou o maior crescimento mesmo em plena crise de semicondutores: as duas marcas sul-coreanas aumentaram as vendas em 18,4%, para 828,3 mil unidades.

Os dados da ACEA apenas contabilizam as vendas de automóveis ligeiros de passageiros. Em Portugal, as matrículas de veículos ligeiros e pesados subiram 1,9% em 2021, para 180 277 automóveis. Ainda assim, o número de matrículas em 2021 foi 32,7% abaixo dos números de 2019, pré-pandemia.

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