

O grupo de telecomunicações Vodafone revelou esta segunda-feira estar a "explorar outras opções" para garantir o 'ok' da Autoridade da Concorrência [AdC] sobre a operação de compra da Nowo.
"Estamos a analisar a resposta da AdC e a explorar outras opções para responder às preocupações do regulador", anunciou a telecom de origem britânica no relatório de contas do terceiro trimestre do ano fiscal de 2023-2024.
"Apresentámos medidas correctivas que foram rejeitadas [pela Concorrência] em janeiro de 2024", lê-se.
A AdC chumbou a aquisição da Nowo depois de a Vodafone Portugal ter apresentado em dezembro um conjunto de compromissos para garantir a viabilidade da operação. A cedência de espetro e abertura da rede de fibra ótica da Vodafone à Digi estavam entre as medidas corretivas. A AdC considerou tais "remédios" insuficientes para impedir que a compra da Nowo pela Vodafone crie efeitos concorrênciais negativos.
A Vodafone chegou a acordo com a Llorca JVCO Limited, acionista da Másmóvil, para a compra da Cabonitel, veículo que detém a Nowo, em setembro de 2022. A aquisição do quarto maior operador de Portugal está dependente de aprovação regulatória desde então. Vodafone previa a conclusão do negócio até ao início do verão de 2023.
Vodafone garante crescer em Portugal
No referido relatório de contas, o grupo reportou receitas globais de 11,3 mil milhões de euros entre outubro e de dezembro, o que representa um recuo homólogo de 2,3% (compara com os 11,6 mil milhões de euros no terceiro trimestre do ano fiscal 2022-2023).No entanto, excluindo taxas de câmbio, fusões e aquisições, ajustamentos, o grupo indicou que o volume de faturação representa um crescimento orgânico de 4,2%.
Os serviços totalizaram 9,3 mil milhões de euros, menos 1,4% em termos homólogos.
Em Portugal, a Vodafone disse ter registado um "forte crescimento", tanto no segemento de consumo como no segmento empresarial.
A telecom realçou o desempenho trimestral positivo com os "aumentos de preços nos contratos indexados à inflação, a partir de março de 2023, bem como pela boa procura de serviços fixos".
"Angariamos 47 mil novos contratos móveis e 31 mil clientes de banda larga fixa durante o trimestre", lê-se.
O operador já tem novos preços definidos para 2024.
A subsidiária Vodafone Portugal já não revela contas desagregadas.