Altice valoriza com possível venda de ativos em Portugal

A informação foi avançada pela publicação especializada TMT Finance. Títulos chegaram a valorizar 6,9%
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As ações da Altice estão a negociar em alta depois de notícias de que o grupo de Patrick Drahi poderia estar a alienar os ativos em Portugal. A espanhola Telefónica e a francesa Orange estarão na corrida, avançou a publicação especializada TMT Finance. Os títulos da Altice Europa chegaram a valorizar 6,9%, mas fecharam a subir 3,73%, para os 3,284 euros.

A avançar, informação que fonte da Altice não quis comentar à Bloomberg, o negócio poderia representar um encaixe de entre 7 a 8 mil milhões, segundo a empresa de research New Street. Em 2014, o grupo comprou a companhia à brasileira Oi por 5,7 mil milhões de euros.

Situação nunca confirmada pela Altice que também tinha sido confrontada no mercado francês com notícias de um potencial interesse da Bouygues na SFR. Mas em maio Patrick Drahi garantia à Bloomberg não ser vendedor.

Nestes dois mercados, o grupo anunciou recentemente a venda de cerca de 14 mil torres, das quais 3 mil em Portugal, por 2,5 mil milhões de euros. Uma operação no âmbito de uma estratégia de venda de ativos não estratégicos, para fazer face à dívida de mais de 50 mil milhões de euros do grupo, anunciada no ano passado. Nesse sentido, a Altice colocou no mercado centros de dados na Suíça (já vendidos), bem como a operação na República Dominicana. E acaba de fechar, na área de media, a venda da revista de sociedade Point of Vue à Royalement Votre Editions (consórcio formado pelo atual director e pela Artemis, detida pelo milionário francês Francois Pinault), noticiou a Reuters.

Se falhar a venda dos ativos na República Dominicana, para a New Street os activos do Meo são os melhores posicionados para venda garantindo a promessa de reduzir dívida feita pelo grupo. Para a New Street, uma potencial entrada da Telefónica (antiga acionista da Portugal Telecom) no mercado português por essa via é "pouco provável", dado que a operadora espanhola tem desenvolvido ações para reduzir alavancagem.

A Orange, recorde-se, chegou a ter uma participação minoritária na Optimus, 20% que foram comprados pela Sonaecom em agosto de 2013, um dia após a Autoridade da Concorrência ter dado luz verde à fusão entre Optimus e Zon, dando origem à NOS.

(em atualização)

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