Cristina Ferreira. Quantia exigida pela SIC "não tem qualquer fundamento"

A apresentadora confirma que a SIC exigiu mais de 20 milhões de euros após saída da estação de Paço de Arcos.
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A apresentadora de televisão confirma a notícia avançada pelo Correio da Manhã, de que o canal de televisão teria exigido um valor superior a 20 milhões de euros devido à saída de Cristina Ferreira da estação. A também empresária tinha contrato com a SIC até dezembro de 2022.

"Na sequência das notícias vindas a público durante o dia de hoje, confirmo que a SIC me interpelou ao pagamento de uma indemnização por lucros cessantes no valor de cerca de 20 milhões de euros", é possível ler em comunicado enviado às redações pela agência que representa Cristina Ferreira.

"Sobre esta matéria gostaria apenas de esclarecer que a referida quantia não tem qualquer fundamento ou base contratual, pelo que refuto em absoluto a pretensão daquela entidade, estando disposta a assegurar e defender os meus interesses até às últimas instâncias", esclarece a apresentadora.

Conforme foi avançado na imprensa esta manhã, a SIC terá justificado o avultado montante tendo em conta a rescisão de contrato feita unilateralmente e os cálculos das perdas de receitas com concursos de chamadas de valor acrescentado, publicidade, ações comerciais e outro patrocínios. O canal detido pelo grupo Impresa terá ainda determinado um prazo de 15 dias para o pagamento, noticiava o CM.

Na mesma nota, Cristina Ferreira diz ainda mostrar-se surpreendida com a posição da estação de televisão, onde trabalhou ao longo de dois anos, em programas como "O Programa da Cristina" ou "Prémio de Sonho", que foi uma das apostas da rentrée do canal em 2019. "Por fim, não posso deixar de registar a minha surpresa pela posição agora assumida por uma estação que tem assente a sua comunicação numa estratégia de funcionamento em equipa e liderança de audiências, nunca assente numa só pessoa.”

No dia 17 de julho, Cristina Ferreira apresentou o último programa na antena da SIC. À tarde, era anunciado o regresso à TVI, dois anos depois da saída do canal de Queluz. “Trata-se de um regresso à casa mãe, com funções distintas e um projeto ambicioso ao qual era impossível dizer que não. É uma escolha conduzida pelo afeto com a firme vontade de contribuir para recolocar a TVI no coração de todos os portugueses”, afirmou a apresentadora, em comunicado naquela data.

A apresentadora regressa à TVI não só no papel de apresentadora mas também de acionista, dado que já manifestação a intenção de comprar uma participação na Media Capital, a dona da TVI.

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