Deve renegociar ou transferir o crédito pessoal para reduzir custos?

Para fazer um crédito pessoal é importante evitar práticas abusivas, e fazê-lo com entidades reconhecidas, e depois ter em atenção as taxas de juro
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Evitar burlas, práticas abusivas, sim isso tudo quando se tem em mente pedir um crédito pessoal, e é sempre bom lembrar, especialmente em vésperas do Dia Mundial da Poupança. Não é incomum a existência de esquemas fraudulentos online que prometem acesso rápido a financiamento, e o Banco de Portugal tem vindo a divulgar, periodicamente, notas de aviso sobre os casos identificados, os quais se tem vindo a multiplicar no nosso país.

Esses esquemas são em fóruns ou grupos nas redes sociais, a tentativa de burla acontece sobretudo por via de comentários sob o nome de cidadãos estrangeiros, e nada se sabe da identidade e legitimidade desses anúncios que prometem só facilidades.

Por isso só há mesmo uma fórmula para evitar ser alvo de práticas abusivas, "procurar aconselhamento apenas junto de empresas de consultoria financeira credíveis e reconhecidas no mercado e garanta que o acompanhamento feito ao seu processo vai para além de uma simples submissão de um formulário para as instituições de crédito. Existem atualmente diversas plataformas online que já oferecem este tipo de serviço de forma gratuita, pelo que poderá ser uma boa alternativa para poupar várias dezenas de euros", lembra a plataforma gratuita de comparação de produtos de crédito e serviços de telecomunicações ComparaJá.pt.

Os responsáveis por esta plataforma alertam ainda para a questão dos custos com o processo de pedido de crédito pessoal, referindo que "pode evitar esses custos ao recusar o pagamento de elevadas comissões a supostos intermediários de crédito pessoal, sem qualquer garantia de que o financiamento seja efetivamente concedido".

Salientam que, "muitos portugueses acabam por pagar valores que podem chegar até aos 250 euros por um trabalho que passa apenas pela submissão do pedido de crédito para algumas instituições de forma a obter uma pré-aprovação do processo, o qual, regra geral, acaba por ser recusado por este não ter sido devidamente apresentado".

Transfira ou renegoceie o seu crédito

As taxas de juro associadas aos créditos pessoais têm vindo a diminuir, e nos últimos quatro anos caíram cerca de 48%. Além disso, desde 2013 que existem TAEG máximas que os bancos podem utilizar para aplicar no crédito pessoal. "Este máximo tem vindo a diminuir as taxas de juro no crédito pessoal", diz a ComparaJá.pt.

Mais uma vez é preciso ter em atenção o crédito que tem e quando foi contraído, porque pode fazer sentido renegociar para uma taxa de juro mais baixa, ou no caso de encontrar uma oferta melhor, pode mesmo ser vantajoso transferir o financiamento.

A plataforma comparativa frisa que "a renegociação do crédito deve ter em conta a taxa de esforço do consumidor, (para não entrar em incumprimento mais tarde), e as taxas praticadas no mercado". Importante é também o ajustar o prazo de pagamento, de referir que quanto mais reduzido o prazo, mais barato ficará o crédito. Por outro lado, acrescentam, "caso opte por transferir o crédito para outra instituição bancária, terá de fazer as contas aos custos associados à mudança de banco pois nem sempre a transferência resulta em poupança".

Juntar todos os créditos

Outra questão associada ao crédito pessoal é o sobreendividamento das famílias, facilitado com a queda das taxas de juros levou a um aumento na procura de financiamento por parte das famílias portuguesas.

Atualmente, referem os responsáveis do ComparaJá.pt, "mais do que contrair novos créditos, os agregados familiares têm tentado refinanciar os que já têm com o intuito de conseguir reduzir os seus encargos mensais. Comprovando esta tendência, a finalidade de consolidação de créditos é responsável por 4 em cada 10 simulações no comparador de crédito pessoal da plataforma".

No crédito consolidado as taxas encontram-se entre os 11% e os 14%, pelo que pode "compensar agregar todos os empréstimos contraídos no passado, caso estes apresentem condições menos favoráveis". Atenção que nem todos os casos podem passar para um crédito consolidado, depende, desde logo da situação de cumprimento ou incumprimento.

Mas, se for possível e mais favorável, é de referir que, "ao juntar todos os seus créditos num só, é possível não só pagar apenas uma mensalidade mais reduzida, alargando inclusivamente, caso necessário, o prazo de pagamento para não pressionar a taxa de esforço, como também evitar a duplicação dos custos relacionados com os seguros associados ao crédito (muitas vezes exigidos pelos bancos)".

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