"A TAP está a pagar desde o primeiro dia: em passageiros, nas exportações e no turismo"

Pedro Nuno Santos disse esta tarde no Parlamento que o empréstimo de 3,2 mil milhões de euros do Estado à TAP está a ser pago pela companhia através do valor que oferece ao país. Venda da empresa "será decidida no tempo e no modo que melhor defenda o interesse nacional", garantiu.
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A pergunta é antiga e voltou a repetir-se pelas várias bancadas parlamentares. A TAP vai ou não devolver o empréstimo de 3,2 mil milhões de euros que o Estado injetou, no âmbito do plano de reestruturação, aprovado por Bruxelas? "A TAP está a pagar aos portugueses desde o primeiro dia em que foi salva. Em passageiros, nas exportações, nas compras que faz, no apoio que dá ao turismo do país", respondeu o ministro das ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, num debate sobre a privatização da companhia, requerido pelo PSD, na Assembleia da República. "O retorno da TAP é indireto, difuso, capilar", acrescentou, adiantando que TAP também devolve dinheiro ao Estado nos impostos pagos.

Sobre a privatização da transportadora de bandeira, o ministro defendeu que esta "pode ser a única maneira de assegurar a viabilidade de uma empresa estratégica para o país" e adiantou que a venda da empresa "será decidida no tempo e no modo que melhor defenda o interesse nacional".

"Foi sempre claro que, num mercado tão fortemente globalizado e competitivo, a TAP não conseguiria sobreviver, a médio prazo, sozinha. A integração da TAP num grupo criaria sinergias importantes e traria resiliência para enfrentar a volatilidade tão característica da aviação. Esta pode ser mesmo a única maneira de assegurar a viabilidade de uma empresa estratégica para o país", argumentou.

Para o ministro importa assegurar condições para que a TAP "possa ser mais competitiva e sustentável", protegendo o hub de Lisboa. Reagindo às críticas da oposição, que acusam o executivo de mudar de opinião sobre a estratégia da transportadora, Pedro Nuno Santos relembrou que em 2020 defendeu que seria "muito difícil para uma companhia sobreviver sozinha" e, em 2021, assumiu que o governo estava a "trabalhar para a TAP estar num grande grupo de aviação".

"A TAP opera num setor fortemente consolidado. Não há exemplos de companhias que tenham sobrevivido sozinhas.
Garantir a sua viabilidade é que a TAP seja entregue a um grande grupo de aviação para não estar de cinco em cinco anos a lutar pela sua sobrevivência", rematou.

Notícia atulizada às 17h15