Neste barómetro participaram 109 antigos alunos do The Lisbon MBA Católica | Nova. Responderam a perguntas sobre a evolução das taxas de juro e da inflação, e anteciparam a a evolução da economia no próximo ano e também do desemprego.
A maioria, mas concretamente 53,37% dos inquiridos consideram que as subidas das taxas diretoras do Banco Central Europeu, iniciado em julho do ano passado, chegaram ao fim, e quase 25% admite essa possibilidade.
Mais certezas têm sobre a continuação do abrandamento da taxa de inflação na zona euro, com 60,5% a dizer que os preços vão continuar a desacekerar e 27,4% a dizer que é uma possibiidade. Em novembro a inflação no espaço da moeda única recuou para 2,4% (foi de 2,9% em outubro), alcançando o valor mais baixo desde julho de 2021.
Os ex-alunos do The Lisbon MBA também estão pessimistas quanto à evolução da taxa de desemprego em 2024. Mais de 50% acredita que o desemprego vai aumentar e 23,6% admite que esse venha a ser o cenário. Em novembro, o número de desempregados inscritos nos centros de emprego aumentou pelo quinto mês consecutivo, para 312 mil pessoas. A subida face ao mês homólogo de 2022 foi de 5,3%.
O próximo ano será ano de eleições legislativas em Portugal, no dia 10 de março, depois da demissão de António Costa como primeiro-ministro de um govern de maioria absoluta, no dia 7 de novembro. Mais de metade dos que participaram neste inquérito consideram que esta indefinição política pode ter impacto sobre o crescimento da economia portuguesa no próximo ano.
Olhando para fora, os atingos alunos de MBA da Católica e Nova SBE estão divididos quanto ao andamento da economia mundial a mais curto prazo, com 44% a antecipar uma estabilização da atividade e 35% a admitir uma ligeira contração e ainda 21% a admitir um cenário contrário, de ligeira melhoria.
Especificamente sobre a economia portuguesa, a maior percentagem, 44%, antevê uma ligeira contração em três meses e 38% apontam para uma estabilização da atividade económica.
Já as perspetivas para três meses quanto ao desemprego em Portugal são mais favoráveis, com 52% a prever até uma ligeira quebra e 42% a antecipar uma estabilização.
O investimento, para 48% dos alumni que participaram neste barómetro vai cair nos próximos tempos, uma percentagem próxima (45,4%) dos que acreditam que se vai manter nos níveis atuais.
Em relação ao acesso ao crédito, que os bancos admitem estar a ter menor procura, 45% dos inquiridos acredita que as condições se manterão estáveis, 36% dizem que vão piorar ligeiramente, e 16% até acredita que vão melhorar.