A economia portuguesa cresceu 1,9% em 2025, em termos reais. Tal significa uma desaceleração de 0,8 pontos percentuais (p.p.) face a 2024 (crescimento de 2,7% naquele ano).
Os dados do INE, divulgados esta quarta-feira, confirmam a perspetiva que existia, mas envolvem agora uma análise mais aprofundada. O Produto Interno Bruto (PIB) estimado para o ano passado atingiu 308,5 mil milhões de euros. Em causa estão um crescimento real de 1,9% e um crescimento nominal de 6,0% (7,7% em 2024).
O decréscimo deveu-se "exclusivamente ao desempenho das exportações", pode ler-se. É que o indicador das exportações de bens e serviços desacelerou de forma agressiva.
O ano passado trouxe um crescimento nominal de 0,7% em valor (muito abaixo dos 4,3% observados no ano anterior), pelo que se registou um contributo negativo para o PIB (-0,2 p.p., após 1,0 p.p. em 2024). Foi, assim, o único agregado cuja performance piorou.
Em simultâneo, o deflator do PIB cresceu 4,0% (4,9% no ano anterior).
"Todos os principais agregados da despesa aumentaram, destacando-se o investimento, com uma taxa de variação de 6,5% em volume", esclarece o INE.
Os dados indicam que o consumo final das famílias e das Instituições Sem Fim Lucrativo ao Serviço das Famílias gerou o maior contributo para o PIB, na ordem de 1,2 p.p., em linha com o observado no anterior. Isto porque se registou um aumento de 6,7% em valor (mais 0,2 p.p. do que um ano antes).
O segundo maior contributo resultou do investimento e ascende a 0,6 p.p. (após 0,2 p.p. em 2024). Isto porque se registou um aumento homólogo de 6,5% em volume (4,0% em 2024).