Exportações de cortiça conseguem máximo histórico de 1212 milhões de euros em 2022.

Secretário-geral da Associação Portuguesa de Cortiça diz que o setor conseguiu diluir as perdas com a diminuição das exportações para o mercado russo. Rui João Ferreira afirma ainda que as empresas corticeiras não podem absorver todo o aumento da matéria-prima, tendo de o fazer repercutir nos clientes.
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As exportações de cortiça alcançaram um máximo histórico de 1212 milhões de euros no ano passado. Relativamente a 2021 este valor representa uma subida de 7%, disse o secretário-geral da APCOR -Associação Portuguesa de Cortiça.

Em entrevista ao Negócios e à Antena 1, Rui João Ferreira explicou que com estes valores de venda para o exterior, o setor conseguiu diluir os 16 milhões de euros que perdeu com diminuição de exportações para a Rússia. Apesar do mercado russo ter algum peso, "o setor conseguiu encontrar utilizações para a matéria-prima em produtos que estavam também a ter maior procura e que foram canalizados para esses mercados", detalhou.

Já no que ao aumento de 25% nos custos da matéria-prima em 2022, diz respeito, Rui João Ferreira declara que a indústria não o pode absorver na totalidade. E embora alguma dessa despesa tenha sido acolhida pelas empresas, a outra parte "têm de passar [aos clientes] e vão ter de continuar a passar. A matéria-prima de um ano transita para para o seguinte e, portanto, em 2023 vamos fazer novamente refletir".

Os aumentos vão continuar a sentir-se em 2023 e o secretário-geral da APCOR diz que é "necessário e evidente que as empresas tenham uma atenção particular aos índices de rentabilidade e, portanto, é necessário passar valor". E, uma vez que o setor da cortiça está numa fase de transformação positiva, é preciso que este ano "haja uma aposta clara no valor".

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