Hidrogénio não consta das recomendações de Bruxelas para Portugal

Comissão Europeia que que Portugal se centre no desenvolvimento das interligações de eletricidade. Governo responde que Portugal "quer, e terá, um papel de grande relevo no mercado europeu de hidrogénio".
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O hidrogénio não consta das recomendações da Comissão Europeia para Portugal, que limita o potencial do país à eletricidade renovável. A notícia é avançada pelo jornal Público, ao qual o Governo responde que Portugal "quer, e terá, um papel de grande relevo no mercado europeu de hidrogénio".

Em causa estão as recomendações do chamado Pacote de Primavera do Semestre Europeu, no qual as recomendações de Bruxelas para Portugal se centram no desenvolvimento das interligações de eletricidade. Já Espanha é aconselhada a apostar nas interconexões de gás com França, na medida em que estas poderão "contribuir para diversificar o abastecimento de gás no mercado interno e para aproveitar a longo prazo o potencial do hidrogénio renovável".

Questionado, o Ministério do Ambiente e da Ação Climática imputou a responsabilidade das conclusões e recomendações à Comissão Europeia, sublinhando que Portugal "já deixou claro", através do Plano Nacional de Energia e Clima, da Estratégia Nacional para o Hidrogénio e de "interações várias com a Comissão Europeia, que quer, e terá, um papel de grande relevo no mercado europeu de hidrogénio".

Para o ministério liderado por Duarte Cordeiro, a conjuntura atual monstra a importância dos gases renováveis para reduzir a dependência da importação de combustíveis fósseis da Rússia e "a dinâmica industrial de Sines em torno do hidrogénio vem também reforçar o posicionamento de Portugal nesta matéria".

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