

O IGCP colocou esta quarta-feira, 13, 1.426 milhões de euros, abaixo do montante máximo indicativo, em Obrigações do Tesouro (OT) a quatro e a 10 anos às taxas de juro de 2,834% e 3,452%, respetivamente, foi anunciado.
Segundo a página do IGCP - Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública na agência Bloomberg, a 10 anos foram colocados 755 milhões de euros em 'OT 3,25% 13Jun2036' à taxa de 3,452%, superior à verificada no anterior leilão comparável, em 08 de abril (3,304%).
A procura cifrou-se em 1.545 milhões de euros, 2,05 vezes o montante colocado.
No anterior leilão comparável a 10 anos, em 08 de abril, o IGCP colocou 745 milhões de euros em 'OT 3,25% 13Jun2036' à taxa de 3,304% e a procura cifrou-se em 1.342 milhões de euros, 1,80 vezes o montante colocado.
No prazo mais curto, de quatro anos, o IGCP colocou 671 milhões de euros em 'OT 0.475% 18Oct2030' à taxa de 2,834% e a procura atingiu 1.391 milhões de euros, 2,07 vezes o montante colocado.
Este leilão de OT a quatro anos foi o primeiro deste ano com esta maturidade.
O IGCP - Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública tinha anunciado para hoje dois leilões de OT com maturidades em 18 de outubro de 2030 (quatro anos e cinco meses) e em 13 de junho de 2036 (10 anos e um mês), com um montante indicativo global de entre 1.250 milhões de euros e 1.500 milhões de euros.
Comentando os leilões de hoje, o diretor de Investimentos do Banco Carregosa, Filipe Silva, sublinha que a procura se mostrou "sólida, refletindo o interesse dos investidores".
Em relação à subida da taxa a 10 anos face a abril, Filipe Silva afirma que "o aumento na remuneração a longo prazo sinaliza um ajustamento das expectativas de mercado quanto às condições macroeconómicas e à perceção de risco no médio e longo prazo".
"Vivemos atualmente um cenário de pressão inflacionista acentuada, pelo que se torna cada vez mais provável que os bancos centrais respondam com uma subida das taxas de juro, calibrando as suas políticas em função da evolução do quadro global", disse.
Filipe Silva considera que "estes aumentos de taxas poderão ser revertidos se a tensão geopolítica vier a dissipar-se e com isso baixar as expectativas futuras para a inflação".