A líder da Câmara dos Comuns, Penny Mordaunt, que faz parte do Governo britânico, afirmou esta segunda-feira que a primeira-ministra, Liz Truss, demonstrou coragem ao aceitar reverter cortes fiscais no "interesse nacional", depois de ter sido criticada pela oposição.
Mordaunt compareceu no parlamento no lugar de Truss para responder a uma pergunta urgente do líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, que exigiu uma explicação para o despedimento do ministro das Finanças Kwasi Kwarteng na sexta-feira.
Starmer acusou Truss de ter "medo da própria sombra" depois de "chocar com o carro a mais de 100 quilómetros por hora", referindo-se ao impacto negativo nos mercados financeiros e na economia do plano fiscal apresentado por Kwarteng em 23 de setembro.
"Este é o momento de os líderes liderarem. Mas onde está a primeira-ministra? Escondida, a esquivar-se a perguntas, assustada com a sua própria sombra (...). Este é o momento de ser honesto a propósito dos erros", afirmou.
Mordaunt insistiu que a inversão quase total desta estratégia económica foi "uma decisão muito difícil, pessoal e politicamente" para Liz Truss, que ela "tomou no interesse nacional".
O substituto de Kwarteng, Jeremy Hunt, anunciou na segunda-feira alterações radicais ao plano, a fim de acalmar os mercados financeiros provocada pelo "mini orçamento" de 23 de setembro.
O plano resultou numa forte desvalorização da libra e um aumento das taxas de juro sobre a dívida soberana, forçando o Banco de Inglaterra a intervir para para estabilizar o mercado obrigacionista.
Mordaunt interveio antes de Hunt se dirigir aos deputados para detalhar a nova estratégia financeira do Governo, desta vez já na presença de Liz Truss.