Lucro da Jerónimo Martins cai 3,5% no 1.º semestre para 260 milhões de euros

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) ascendeu 1.235 milhões de euros, um aumento de 7,6% homólogos.
O presidente do grupo Jerónimo Martins, Pedro Soares Santos
O presidente do grupo Jerónimo Martins, Pedro Soares SantosLUSA
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O resultado líquido da Jerónimo Martins caiu 3,5% no primeiro semestre, face a igual período de 2025, para 260 milhões de euros, anunciou esta quarta-feira (29 de julho) a retalhista dona do Pingo Doce.

Entre janeiro e junho, as vendas cresceram 5,1% para 18.282 milhões de euros, num "contexto geopolítico marcado pelo acentuar da incerteza e pela pressão acrescida sobre os custos, em particular os associados aos combustíveis", em que "os consumidores mantiveram, no que respeita ao consumo alimentar, uma postura contida, continuando a privilegiar preços baixos e ofertas promocionais", refere o grupo, em comunicado.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) ascendeu 1.235 milhões de euros, um aumento de 7,6% homólogos.

Na Polónia, "a forte queda da inflação alimentar a partir de setembro de 2025 levou a Biedronka a operar, nos primeiros seis meses do ano, com deflação relevante no seu cabaz" e a "determinação da companhia na priorização das vendas permitiu que o impacto desta pressão no LFL ['Like-For-Like', ou seja, vendas em lojas que operaram sob as mesmas condições no período em análise] fosse compensado pelo forte crescimento dos volumes".

Em Portugal e na Colômbia, "onde as nossas insígnias continuaram a operar com baixa inflação nos cabazes, o crescimento foi igualmente suportado pelo forte aumento dos volumes", adianta o grupo liderado por Pedro Soares dos Santos.

No primeiro semestre, as vendas da polaca Biedronka cresceram 1,7% para 12,6 mil milhões de euros (+1,9% em moeda local) e o EBITDA 4,9% (+5,2% em moeda local).

No período, a Biedronka inaugurou 38 novas lojas (15 adições líquidas), tendo remodelado 84 localizações.

A Hebe, que atua na área da saúde e bem-estar, operou num contexto marcado "por uma notória intensificação da concorrência ao nível do preço, que se traduziu em maior deflação no cabaz".

De acordo com a Jerónimo Martins, as vendas em moeda local registaram um crescimento de 5,3%, com o LFL a situar-se em 2,4%.

Em euros, as vendas totalizaram 312 milhões, um aumento homólogo de 5%. O EBITDA aumentou de 18 milhões de euros no primeiro semestre de 2025 para 26 milhões de euros este ano.

Durante o período, a Hebe abriu 18 lojas no mercado polaco, encerrando o semestre com um total de 412 localizações

Em Portugal, as vendas do Pingo Doce "aumentaram 5,3% para 2,7 mil milhões de euros, com o LFL de 3,7% (excluindo combustível) suportado pelo forte crescimento dos volumes, num contexto de baixa inflação no cabaz".

Entre janeiro e junho, "foram remodeladas 18 lojas e inaugurada 1 nova localização" e o EBITDA ascendeu a 150 milhões de euros, 6,8% acima do período homólogo.

O Recheio viu as vendas subirem 2,5%, atingindo 673 milhões de euros com o LFL a fixar-se em 1,3%.

O EBITDA foi de 34 milhões de euros, mais 4,6% que um ano antes.

No início do ano, o Recheio abriu uma nova loja e encerrou uma outra, de pequena dimensão, segundo o grupo.

No mercado colombiano, a cadeia de supermercados Ara registou um aumento de 21,1% das vendas, "impulsionadas por um LFL de 6,8%". Em euros, "atingiram 2 mil milhões no período, correspondendo a um crescimento de 30,2%" homólogo.

No semestre, a Ara "abriu 64 novas lojas, que se traduzem em 55 adições líquidas, tendo inaugurado ainda um novo centro de distribuição".

No que respeita ao EBITDA, este "aumentou 54,0%" face ao primeiro semestre de 2025.

Os custos financeiros líquidos ascenderam a 193 milhões de euros, contra 158 milhões de euros um ano antes, com este aumento relacionado com a "execução do programa de expansão e o consequente impacto nos juros de locações operacionais capitalizadas".

A realização do programa de investimento totalizou, no semestre, 412 milhões de euros.

O presidente e administrador-delegado da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos, não antecipa uma melhoria significativa no contexto de operação no segundo semestre em qualquer dos países onde o grupo tem atividade.

"Num contexto que, ao longo do semestre, se revelou bastante mais exigente do que o esperado, designadamente no que diz respeito à forte pressão sobre os preços alimentares e aos custos relacionados com combustível, as companhias do grupo apresentaram um desempenho resiliente e sólido", afirma Pedro Soares dos Santos, no comunicado dos resultados semestrais.

A cadeia de supermercados Biedronka "enfrentou níveis progressivamente mais significativos de deflação no seu cabaz, o que permitiu aos consumidores polacos comprar muito mais produtos com o mesmo orçamento, vendo assim reforçado o seu 'value-for money'", prossegue o gestor.

"Este crescimento das vendas em volume, muito superior ao do mercado, foi tornado possível por uma gestão assertiva do mix e uma execução disciplinada e eficiente, que permitiram ao nosso maior negócio proteger também a evolução da margem", adianta.

Contudo, "com a informação disponível neste momento, não antecipamos uma melhoria significativa no contexto de operação no segundo semestre em qualquer dos países onde temos atividade".

O grupo opera em Portugal, Polónia, Eslováquia e Colômbia.

O preço e as promoções "manter-se-ão como o fator decisivo de compras alimentares dos consumidores, que estão no centro da estratégia de todas as nossas insígnias", refere o presidente da Jerónimo Martins.

"Preparadas para responder com agilidade aos desafios emergentes, as equipas continuarão a privilegiar a competitividade, a qualidade das propostas de valor e a eficiência operacional, com vista a assegurar crescimento de vendas e a preservar a liderança de preço e a rentabilidade", conclui Pedro Soares dos Santos.

Entre janeiro e junho, as vendas cresceram 5,1% para 18.282 milhões de euros, num "contexto geopolítico marcado pelo acentuar da incerteza e pela pressão acrescida sobre os custos, em particular os associados aos combustíveis", em que "os consumidores mantiveram, no que respeita ao consumo alimentar, uma postura contida, continuando a privilegiar preços baixos e ofertas promocionais", refere o grupo, em comunicado.

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