

O BPI teve lucros de 133 milhões de euros até março, menos 2% em termos homólogos, anunciou esta segunda-feira, 4 de maio, o banco em conferência de imprensa.
Nos primeiros três meses de 2026, a margem financeira – diferença entre os juros pagos nos depósitos e os cobrados nos créditos – também recuou 2%, para 218,7 milhões de euros.
Já as comissões líquidas do grupo subiram 4% para 78,6 milhões de euros.
Do lado das despesas, os custos de estrutura subiram 4% para 132 milhões de euros, com os custos com pessoal a subirem 9% para 68,4 milhões de euros.
Por geografias, na operação em Portugal, os resultados recuaram de 98 milhões de euros no primeiro trimestre de 2025 para 90 milhões de euros este ano.
Já a contribuição do BFA (banco de que BPI é acionista em Angola, com 33,35% do capital) foi de 42 milhões de euros, menos 9% em termos homólogos, e a contribuição do BCI (banco de que é acionista em Moçambique) foi de 1,0 milhão de euros, o que representa uma melhoria face aos prejuízos de 7,0 milhões de euros no primeiro trimestre de 2025.
O BPI divulgou também as suas projeções macroeconómicas para Portugal, em que reviu em baixo as anteriores, prevendo agora (já depois do início da guerra de Estados Unidos e Israel com Irão) uma projeção de crescimento da economia portuguesa de 1,8% este ano (face aos 2,1% anteriores) e taxa de inflação de 2,9% (2,1% antes).
O BPI aumentou o número de trabalhadores em 269 nos últimos 12 meses, segundo os dados divulgados pelo banco. No final do primeiro trimestre, tinha 4.544 trabalhadores, mais 269 do que os 4.275 de fim de março de 2025.
Ainda segundo a apresentação de resultados do primeiro trimestre, quanto a agências bancárias, o BPI tinha 306 balcões no fim de março, mais três do que há um ano.
Questionado sobre o aumento do quadro de pessoal, o presidente executivo do BPI, João Pedro Oliveira e Costa, justificou com o "processo de crescimento" do banco e a necessidade de "investimento em novas tecnologias".
"Precisamos de pessoas para nos ajudar a continuar a oferecer um serviço de proximidade, um serviço de qualidade", disse o gestor aos jornalistas, destacando que a maioria das contratações é de pessoas jovens.
Oliveira e Costa referiu ainda que o banco está agora a fomentar as contratações depois da redução significativa de pessoal dos últimos anos, na consequência do período de crise 2008-2012.
Questionado sobre se ao mesmo tempo que contrata trabalhadores, sobretudo jovens, o BPI continua a promover saídas (desde logo por reforma antecipada), João Pedro Oliveira e Costa disse que continua a haver saídas por acordo mas pontuais e que o banco está muito menos disposto para essas saídas do que já esteve.
Segundo o banco, apenas no primeiro trimestre deste ano foram contratados 60 funcionários com menos de 30 anos, representando as pessoas desta idade quase 70% do total de contratações. Desde 2022, diz o BPI que contratou 658 pessoa até 30 anos (63% do total).
Nos últimos anos, o setor bancário, incluindo a nível internacional, tem vindo a promover a renovação do quadro de pessoal com saída de trabalhadores mais velhos e que implicam, por norma, mais custos e contratação de empregados mais jovens.