A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) reagiu ao pedido de renúncia ao cargo de Joana Mendonça, presidente da Agência Nacional de Inovação (ANI). Numa declaração enviada à redação do Dinheiro Vivo, o presidente da confederação patronal, António Saraiva, afirma que a "CIP vê com enorme preocupação a demissão da Presidente da Agência Nacional para a Inovação. A demissão é justificada pela responsável pela falta de resposta do Governo a várias iniciativas da ANI. Nem o Ministério da Economia nem o Ministério da Ciência e do Ensino Superior responderam, segundo a gestora pública, a vários a pedidos elementares para atividade regular da agência".
Para a CIP, a demissão de Joana Mendonça "confirma a perceção que o setor privado tem sobre a execução do PRR e de outros programas: os processos funcionam mal e de forma muitas vezes incoerente".
António Saraiva sublinha que "a boa execução do Plano de Recuperação e Resiliência é obviamente crucial para a economia e para as empresas portuguesas. Nos últimos trimestres assistimos a uma perda da velocidade da atividade económica - se os instrumentos públicos não avançarem com vigor em solidez, os riscos para as empresas e para os trabalhadores aumentam substancialmente".
Na mesma nota, o líder da CIP considera ainda que esta demissão "confirma as nossas piores suspeitas e coloca-nos em situação de fragilidade face aos nossos concorrentes europeus".
A presidente da Agência Nacional de Inovação escreveu uma carta à tutela em que justifica a saída do cargo, entre outras razões, pela falta de resposta ao pedido de aprovação da proposta para o Plano de Atividades e Orçamento da ANI para 2023, "sem o qual a ANI não pode desenvolver as suas atividades de forma regular".