A fatura da eletricidade vai subir no próximo ano. A proposta de tarifas para 2024 anunciada pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) prevê um agravamento que calcula seja de 0,61 cêntimos na fatura média mensal de 37,23 euros de um casal sem filhos e de 1,66 euros os 94,09 euros mensais que paga, em média, uma família com dois filhos..Em causa está a proposta de tarifas para o mercado regulado, e para as famílias que, estando no mercado livre, contrataram tarifa equiparada, num total de 947 mil clientes, de acordo com os dados da ERSE. O regulador propõe um aumento de 1,1% face ao preço médio de 2023, mas que corresponde a acréscimo médio de 1,9% face aos preços em vigor em dezembro de 2023. Há que ter em conta que, em abril, a ERSE baixou as tarifas do mercado regulado em 3%, as quais tinham sofrido um acréscimo, em janeiro, de 1,1%..Os preços finais que irão vigorar a partir de 1 de janeiro só serão conhecidos a 15 de dezembro, depois de consultado o Conselho Tarifário da ERSE e outras entidades. O regulador que, apesar da "relativa estabilização" do contexto macroeconómico e geopolítico face a 2022 e mesmo a 2023, "mantém-se alguma incerteza, agravada com o recente conflito israelo-palestino, o que dificulta o exercício de previsão", designadamente da evolução do preço da energia elétrica até à apresentação da versão final, em dezembro..Para os mais de 5,5 milhões de famílias que estão já no mercado liberalizado, a evolução dos preços da eletricidade em 2024 é, ainda, uma incógnita, com as empresas a indicarem que estão, ainda, a estudar a atualização tarifária a fazer. Só a Endesa avança que, embora vá esperar por conhecer as tarifas definitivas, que serão publicadas em dezembro, "para os clientes que contratem agora garantimos as condições durante 12 meses"..No geral, a tendência será, também, de agravamento, dado que haverá um aumento das tarifas de acesso às redes, que são pagas por todos os consumidores, quer estejam no mercado regulado ou no liberalizado.."O aumento da tarifa de acesso às redes em 2024 decorre essencialmente do facto de as tarifas de acesso às redes em 2023 terem sido negativas, por via de Custos de Interesse Económico Geral (CIEG) a devolver aos consumidores, que beneficiaram de modo significativo o Sistema Elétrico Nacional (SEN)", sublinha a ERSE, garantindo que, mesmo com este aumento, o nível de preços em 2024 "será inferior aos de 2020 e 2021"..O regulador aconselha os consumidores a estarem atentos e a usarem os simuladores para procurarem as melhores ofertas no mercado. Recorde-se que, ainda em setembro, a ERSE comparava as várias ofertas existentes no mercado e conclui que "os consumidores com consumos anuais superiores podem, de uma forma geral, poupar mais no mercado liberalizado" .