Sindicato estima que adesão à greve no setor social ronde os 70%

Número de adesão à greve ainda não está fechado, mas, a dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, Cláudia Pereira, afirmou que as concentrações de trabalhadores em Lisboa e no Porto juntaram centenas de pessoas em protesto.
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O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) estimou esta sexta-feira em cerca de 70% a adesão à greve nas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), Misericórdias e Mutualidades.

O número ainda não está fechado, mas, em declarações à agência Lusa, a dirigente Cláudia Pereira afirmou que as concentrações de trabalhadores em Lisboa e no Porto juntaram centenas de pessoas em protesto.

A mesma fonte indicou que os representantes dos trabalhadores foram recebidos pela Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) e que será agendada uma reunião de negociação sobre contratos de trabalho, salários e carreiras.

O CESP, indicou, vai "avançar com uma proposta" e será então marcada a data da reunião.

Contactado pela Lusa, o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, remeteu para mais tarde um balanço da adesão à greve desta sexta-feira.

O responsável pelas Mutualidades, Luís Alberto de Sá e Silva, desvinculou-se, por seu lado, dos motivos da greve, afirmando que tem um contrato coletivo de trabalho assinado com a UGT, que está em renegociação, "como é habitual todos os anos".

A Lusa tentou também contactar o presidente da CNIS, o que não foi possível em tempo útil.

Além do CESP, também a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) apresentou um pré-aviso de greve especificamente relativo aos docentes que trabalham nas IPSS e Misericórdias.

Deolinda Fernandes, dirigente do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL, Fenprof), referiu que em algumas instituições a adesão foi total, enquanto noutras "fecharam algumas salas".

"O descontentamento é muito grande, não só em termos de salários, mas também ao nível da contagem do tempo de serviço" dos educadores, especificou, exemplificando que quando pretendem ingressar no serviço público, têm de concorrer "como se acabassem de sair da faculdade".

"Essa indignação hoje foi fortemente manifestada", atestou, referindo-se às concentrações que tiveram lugar em Lisboa e no Porto.