Preço dos combustíveis volta a subir na próxima semana. Gasóleo avança sete cêntimos

Gasóleo e gasolina ficam mais caros na segunda-feira, depois de o preço do petróleo bruto subir 5% durante a semana passada. A gasolina vai superar os 1,90 euros por litro.
Preço dos combustíveis volta a subir na próxima semana. Gasóleo avança sete cêntimos
Foto: Carlos Carneiro/Global Imagens
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Os preços dos combustíveis vão subir mais uma vez na próxima semana, após novo aumento da tensão em torno do estreito de Ormuz.

De acordo com as previsões do setor, citadas pelo Automóvel Club de Portugal, o litro de gasóleo simples vai ficar sete cêntimos mais caro, ao passo que o litro de gasolina 95 vai avançar 2,5 cêntimos, já na segunda-feira.

Em causa está o novo acumular de tensões sobretudo entre EUA e Irão, no que diz respeito ao estreito de Ormuz.

Os dados da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) indicam que, na passada sexta-feira, o preço do litro de gasóleo estava nos 1,793 euros, ao passo que a gasolina custava 1,893 euros por litro.

Caso se confirmem as previsões, o preço de ambos vai voltar a ficar mais próximo. O preço médio do litro de diesel deverá chegar a 1,863 euros, ao passo que a gasolina vai alcançar 1,918 euros por litro.

Face a esta mexida, o Governo aumentou o desconto sobre o ISP. Em causa estão mais 1,2 cêntimos por litro no gasóleo e 0,53 cêntimos no caso da gasolina. A informação foi divulgada numa portaria publicada em Diário da República, na sexta-feira. Assim, está em causa um desconto de 42,35 euros para mil litros de gasóleo e 40,51 euros para mil litros de gasolina.

Volatilidade de preços à escala internacional

O preço do Brent (petróleo bruto negociado na Europa) disparou na última terça e quarta-feira, tendo concluído a semana passada com um acréscimo superior a 5%. Em causa esteve o novo aumento das tensões entre EUA e Irão, que mexe sempre com o tráfego de petroleiros no estreito de Ormuz. Por ali passa, em condições normais, 20% do mercado global de petróleo.

Ora, na quarta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, fez saber que o memorando de entendimento desabou. Neste contexto, os EUA voltaram a atacar território iraniano, gerando novos receios sobre uma redução da oferta. Este cenário provoca, por regra, aumento no preço do Brent, que vinha a descer nas semanas anteriores e terminou a passada sexta-feira nos 76 dólares por barril.

Ainda assim, trata-se de um valor muito abaixo do pico atingido desde o início da guerra, na ordem de 126 dólares por barril. Nos últimos 30 dias, registou-se uma redução de quase 16% nos preços, apesar de a última semana trazer uma inversão da tendência.

A situação tornou-se mais crítica durante o fim de semana. A Guarda Revolucionária do Irão anunciou o encerramento do estreito de Ormuz, como já havia feito desde o final de fevereiro até meio de junho. Os EUA reagiram, garantindo que tal é falso e que o tráfego de petroleiros continuava a acontecer com normalidade.

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